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Cultura

Música afro marca Cortejo da Diversidade em Natal (RN)

TEIA 2014

Encontro prossegue até sábado (24), com fóruns e debates sobre políticas públicas de inclusão e difusão cultural
por Portal Brasil publicado: 22/05/2014 10h45 última modificação: 30/07/2014 01h42
Divulgação/Ministério da Cultura Congado mistura elementos da cultura afro-brasileira com a religiosidade católica

Congado mistura elementos da cultura afro-brasileira com a religiosidade católica

Essa quarta-feira (21) foi o dia do Cortejo de boas-vindas na TEIA Nacional da Diversidade. Já tradicional nos encontros dos Pontos de Cultura, a caminhada pelas ruas da cidade levou alegria à população e exibiu todo o vigor da cultura popular do País. Na TEIA de Natal (RN), a festa do cortejo deste ano teve como tema o combate à discriminação racial, à homofobia e à luta pelo direito dos povos tradicionais aos seus territórios.

O cortejo partiu, às 18h, da frente do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no bairro Alto, em direção ao bairro da Ribeira e foi seguido por uma multidão de pessoas formada por integrantes dos Pontos de Cultura de todo o País e convidados que estão participando da TEIA da Diversidade. Ao longo do trajeto, o público foi sendo contagiado pela música e pela dança e se integrou à comemoração.

O Congado é uma das expressões do sincretismo religioso brasileiro, mistura elementos da cultura afro-brasileira com a religiosidade católica. No cortejo da TEIA de Natal, o Ponto de Cultura Estrela de Uberlândia (MG) apresentou a orquestra da "Guarda de Moçambique", uma expressão religiosa muito forte no estado de Minas Gerais.

 O professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), José Jorge de Carvalho, que acompanhava o cortejo, explicou que o Congado é uma representação ritual da história dos afro-brasileiros no Brasil, desde a escravidão à abolição. No Ponto de Cultura Estrela de Uberlândia (MG), os jovens integrantes da "Guarda de Moçambique" aprendem desde as músicas e danças do Congado Mineiro a confecção dos instrumentos.

Acessibilidade Cultural

O dia de quarta-feira foi também de muito trabalho e articulação das ações nacionais dos Pontos de Cultura. A secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, abriu o II Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural, realizado no auditório da Reitoria da UFRN, e também participou na cerimônia de abertura do Fórum de Culturas Afro-Brasileiras.

O encontro prossegue até o dia 24, com a realização de mesas temáticas de discussão sobre o seguimento e as políticas públicas de inclusão cultural para o público portador de deficiência. A mesa de debates dessa quarta-feira teve como tema as diretrizes e cenários destas políticas. Contou com a participação do secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Américo Córdula, do secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, e da coordenadora do programa de pós-graduação em Acessibilidade Cultura da UFRJ, Patrícia Dornelles.

O coordenador-geral de Programas e Projetos Culturais da SCDC/MinC, Daniel Castro, participou da mesa que debateu sobre o panorama de ações e programas para as políticas públicas culturais e acessíveis. Ele fez um relato das principais medidas adotadas pelo Ministério da Cultura nos últimos anos, na área da Acessibilidade Cultural. Citou, entre outras coisas, a realização de oficinas de indicação de políticas públicas para pessoas com deficiências de 2007, "Loucos pela Diversidade" e a de 2008 "Nada sobre Nós sem Nós". Elencou, também, o lançamento do 1º edital Prêmio para Arte e Cultura Inclusiva – Edição Albertina Brasil, em 2011. 

Fórum de Culturas Afro-Brasileiras

Teve início, também nessa quarta-feira, o Fórum de Culturas Afro-Brasileiras, na Tenda Territórios Tradicionais da TEIA da Diversidade. Na cerimônia de abertura do fórum, houve o lançamento da Rede Cultura Viva Afro-Brasileira dos Pontos de Cultura, uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) e da SCDC/MinC.

A rede vai unir os Pontos de Cultura Negra para fortalecer as atividades de promoção das manifestações artístico-culturais negras brasileiras. O fórum também vai promover o intercâmbio cultural entre grupos e lideranças das comunidades de matriz africana e da juventude negra. A Rede Cultura Viva Afro-Brasileira vai facilitar a articulação dos cerca de 500 Pontos de Cultura de temática negra espalhados pelo País.

Fonte: 
Ministério da Cultura

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