Cultura
Brasília (DF) triplica visitantes em museu durante Copa
Atrações
O Museu Nacional, em Brasília (DF), contou com número recorde de visitas. Só na última sexta-feira (20), por exemplo, foram 7 mil visitantes. Deles, cerca de 70% eram estrangeiros, a maioria da América Latina. Antes do Mundial, a média, por dia, era de 2 mil pessoas.
Quem passa pela Esplanada dos Ministérios se depara com um cenário diferente: visitantes, das mais diversas partes do mundo, lotam e colorem os pontos turísticos com bandeiras dos seus países. Colombianos, mexicanos, chineses e costa-marfinenses aproveitam os dias de folga dos jogos do Mundial para conhecer as cidades-sede.
A colombiana e advogada Maria Fernanda Penagos visitou o museu e ficou encantada com as exposições e com o próprio prédio concebido por Oscar Niemeyer. "Gostei muito", diz. "O que mais gostei em Brasília é a arquitetura, é algo bem diferente e bem planejado", comenta.
Até 27 de julho, o espaço abriga a exposição "Entrecopas". As mais de 300 obras expostas foram produzidas em 1950 e 2014, anos em que o Brasil sediou a Copa do Mundo. O evento é uma promoção do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal e a Divisão do Sistema de Museus.
Encantos
Mas não são apenas os museus e as obras arquitetônicas da capital que encantam os estrangeiros. Da cultura brasileira, fazem sucesso a gastronomia e, sobretudo, o jeito hospitaleiro dos brasileiros.
"O que eu mais gosto no Brasil é a amabilidade das pessoas, esse calor, que também existe na Colômbia, mas que é difícil achar em outros lugares", afirma o colombiano e engenheiro Bernardo lancheros, 32 anos. Pela primeira vez no Brasil, ele veio com o pai, Enrique Lancheros, 69 anos, assistir aos jogos do time colombiano. Juntos foram a Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).
"Em Brasília, fiquei impressionado com a estrutura dos prédios, tudo está em harmonia arquitetônica", conta Enrique. "Também gostei muito da gastronomia, do pão de queijo e da carne de rodízio, uma delícia", brinca.
Para a empresária chinesa Elisa Zheng, 24 anos, a Copa do Mundo representa muito trabalho. Ela está encarregada de passear com jornalistas estrangeiros. Com o colega, também chinês, Bill Lv, 23 anos, admirava a Catedral de Brasília e aproveitou para comprar flores do cerrado. "Aqui tudo é muito bonito, muito organizado", elogia.
De Paris, na França, veio a família de Gahi Gnahore, 31, nacional da Costa do Marfim. "Nós perdemos o jogo contra a Colômbia, foi uma pena, mas estamos aproveitando para conhecer a cidade, estamos gostando muito", conta. Gnahore elogiou a arquitetura da cidade e a culinária. "Eu gostei do feijão", conta o filho Kyle de 7 anos.
Já o mexicano Alberto Sistos, 22 anos, adorou a picanha e a caipirinha. "É a primeira vez que venho ao Brasil. Também fui ao Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Aqui é tudo muito organizado, muito planejado", conclui.
Mais opções
Além da exposição "Entrecopas", no Museu Nacional, o Ministério da Cultura oferece uma programação variada, que inclui dança, teatro, circo e exposições, em diferentes cidades. A exposição pode ser vista até o dia 27 de julho, de terça a domingo, das 9h às 18h30.
Um dos grandes destaques é o Grande Dança Brasil 2014. Em formato de flash mob, o evento ocorre nas ruas das 12 cidades-sede, durante a Copa, com coreografias de Carlinhos de Jesus e Octávio Nassur. O objetivo é mostrar ao mundo a diversidade da cultura brasileira.
A programação inclui também a exposição de mais de 200 tipos de peças artesanais que estão sendo comercializadas em sete das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. As mostras ficam até o dia 13 de julho nas Fifa Fan Fest de Belo Horizonte e São Paulo e espaços culturais de Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro e Porto Alegre (RS).
Saiba mais sobre a Grande Dança Brasil 2014 e a programação completa da Cultura na Copa.
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