Cultura
Cinemateca Brasileira inicia digitalização do acervo
Modernização
Seguindo uma tendência mundial, a Cinemateca Brasileira começou o processo de digitalização de parte do seu acervo e deve finalizá-lo até o final deste ano. As películas fazem parte da coleção da Programadora Brasil, um conjunto de 967 títulos, organizados em 295 programas, entre obras independentes brasileiras e as que foram contempladas com leis de incentivo público.
O acervo da Cinemateca, que se encontra em São Paulo, passará pelo mesmo processo, conforme se faça necessária a preservação de cada película. A Cinemateca tem um patrimônio de 200 mil rolos de filmes entre curtas, longas e cinejornais.
A equipe de preservação da Cinemateca é formada por sete pessoas. Quando uma obra está em processo de degradação, é feita a restauração e, posteriormente, a digitalização, para ficar acessível para o uso.
Fundada em 1940 por estudantes da USP, como Paulo Emílio Salles Gomes, Antonio Cândido e Décio de Almeida Prado, a Cinemateca possui um dos maiores acervos da América Latina.
Depois de digitalizadas, essas obras serão licenciadas para, então, serem distribuídas. Péder Moras, coordenador do laboratório de som e imagem da Cinemateca, explica que não há como ficar fora desse processo. "O mercado digital bate à nossa porta. Em pouco tempo, estaremos totalmente digitalizados. Cabe a nós preservarmos e cuidarmos desse material que estamos produzindo agora, em plataformas como smartphones e câmeras digitais, por exemplo" diz.
Essa mudança faz parte de um processo maior que começou com as salas de cinema, que passam a usar a plataforma digital. Para acompanhar essa mudança, terão que trocar todo o seu sistema de projeção, já que, a partir de julho, os grandes estúdios americanos não terão mais obrigação de distribuir películas.
O sistema escolhido pelo Brasil é o Virtual Print Fee (VPF), ou, numa tradução livre, taxa de cópia virtual. Nesse sistema, o custo da digitalização será pago ao longo dos anos, em parte pelos próprios exibidores, em parte pelas empresas distribuidoras. Os custos da distribuição digital, com o tempo, serão significativamente mais baratos que os da analógica.
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