Cultura
Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré (BA) é tombado
Patrimônio
Foi publicado nesta quinta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), o tombamento do Terreiro de Candomblé Ile Axé Oxumaré, em Salvador (BA). O local é considerado um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro da Bahia. O conjunto é destinado às práticas religiosas e tem comprovada e duradoura tradição na Bahia, já declarado Território Cultural Afro-Brasileiro.
O tombamento definitivo Ile Axé Oxumaré foi aprovado em novembro do ano passado pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A solicitação foi feita em 18 de setembro de 2002, pelo sacerdote Babalorixá Agoensi Danjemin, supremo dirigente do Ylê Oxumarê, e pelo presidente da Sociedade Cultural Religiosa São Salvador – Ylê Oxumarê, Silvanilton Encarnação da Mata.
O Terreiro de candomblé é o sétimo protegido pelo Iphan, os outros seis são Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha, na Bahia em Salvador, e a Casa das Minas Jejê, em São Luís (MA).
Oxumarê é simbolo da riqueza
A Oxumarê é o orixá do movimento e dos ciclos vitais que geram as transformações, em que o santuário é consagrado. Na tradição ioruba, os orixás são ancestrais divinizados que correspondem às forças da natureza. Portanto, seus arquétipos estão diretamente relacionados às manifestações dessas forças.
Segundo a tradição, Oxumarê é simbolo da riqueza, da continuidade e da permanência, é a serpente-arco-íris, que representa a união entre o céu e a terra, o equilíbrio entre os orixás e os homens. É uma divindade muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando-se pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do ciclo vital. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.
O dia da semana de culto à Oxumarê é a terça-feira, suas cores são o amarelo e o verde, ou preto, além das cores do arco-íris. Seus símbolos são o Ebiri, espécie de vassoura feita com nervuras das folhas das palmeiras, a serpente, o círculo e o bradjá, colar de búzios, e sua saudação é A Run Boboi.
Fonte:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
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