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Cultura

Desfile celebra influência indígena, europeia e africana no Brasil

7 de setembro

Escolas públicas do Distrito Federal homenageiam culturas que deram origem à diversidade brasileira
publicado: 07/09/2014 08h45 última modificação: 07/09/2014 16h44

Em comemoração ao 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, a capital federal sedia o tradicional Desfile Cívico, que conta com a participação de escolas e forças militares, em um grande ato de homenagem à história do Brasil. O público estimado é de 30 mil pessoas.

Alunos das escolas do Distrito Federal apresentam a influência das culturas indígena, europeia e africana no Brasil. Participam cerca de 1.200 estudantes do ensino fundamental e médio, de 12 a 17 anos, informa a Secretaria de Educação do Distrito Federal.

A programação deste domingo (7) tem início previsto para as 9h, com a chegada da presidenta Dilma Rousseff à Tribuna Presidencial, com Honras Militares, feitas pelo Batalhão da Guarda Presidencial. A Força Aérea Brasileira encerra as comemorações nem Brasília com uma mensagem ao povo brasileiro.

Diversidade

A apresentação comemorar as riquezas do Brasil e a diversidade cultural e étnica presentes no País. Essa riqueza cultural se dá, em grande parte, pela miscigenação de cores e raças que se espalham por todas as regiões.

Pensando nisso, neste ano, a Secretaria de Educação Distrito Federal decidiu celebrar influência de diversos povos na construção da cultura brasileira. Um grupo de estudantes prestou homenagens à influência dos povos indígenas e africano, além do europeus, representados por Portugal, Itália, Alemanha e França.

Acesse a cartilha e entenda todas as alas e participações do desfile cívico-militar:

Europeus no Brasil

Não é à toa que nosso idioma é o português. Nossas referências aos descobridores portugueses e espanhóis são fortes e presentes todos os dias em nossos costumes, comidas, religião e comportamento. Mas não é só de Espanha e Portugal que se compõe a diversidade cultural brasileira. Outros povos estiveram aqui e contribuíram para essa miscigenação.

A imigração e a colonização alemã no Brasil tiveram um importante papel no processo de diversificação da agricultura e no processo de urbanização e de industrialização, influenciando a arquitetura das cidades. O imigrante alemão também contribuiu para o desenvolvimento urbano e da agricultura familiar, além de introduzir no País o cultivo do trigo e a criação de suínos.

A Itália está na raiz do cinema brasileiro. Foram os italianos que construíram a indústria do entretenimento na cidade do Rio de Janeiro. Não só fizeram os filmes, como foram donos das salas de cinema. Os irmãos Pascoal e Afonso Segreto foram os pioneiros, que organizaram a primeira sessão de cinema, em 1896.

Os italianos nos ajudaram a construir uma indústria cinematográfica nos moldes de Hollywood, que foi a Companhia Vera Cruz, por meio do produtor Franco Zampari e do diretor Adolfo Celi. Eles construíram em São Paulo, um grande estúdio como existia na Alemanha, nos Estados Unidos e na Itália.

África

Os africanos trazidos para o Brasil para servir de mão-de-obra escrava fizeram questão de manter seus costumes e crenças.  É por isso que as características africanas estão fortemente presentes na cultura brasileira. Desde a música, passando pela culinária, até chegar na religião, o sincretismo étnico mostra, além das igualdades, a influência desse povo sobre o Brasil.

Uma das matrizes africanas mais marcantes e cultuada pelos brasileiros é o próprio samba, ritmo trazido pelos diferentes povos africanos que influenciaram de várias formas a nossa formação cultural.

A culinária também teve muita influência africana. O Norte e Nordeste brasileiros sentiram isso com mais intensidade, visto que é onde tiveram origem os famosos vatapá, acarajé, pamonha, caruru, entre outros.

Indígenas

Os indígenas são os primeiros habitantes do território brasileiro, e a diversidade cultura se faz presente também entre eles, já que se dividem em diversas tribos, cada uma com suas leis, costumes e dialetos diferentes.

Entretanto, muito embora a população indígena tenha perdido muitos habitantes devido a inúmeras guerras e conflitos, além, é claro, da escravidão durante a colonização, eles estão presentes no dia a dia do povo brasileiro. Na culinária, a herança indígena está na mandioca, no açaí, na jabuticaba, nos inúmeros pescados e em pratos típicos como o pirão, muito comum no Norte.

Também no Norte, muitas cidades nomeiam suas ruas homenageando os indígenas, como é o caso de Belém, capital do estado do Pará. Lá, é possível sentir a forte presença da cultura indígena também nas comidas e artesanatos locais, cultuados pelos paraenses como parte de sua cultura local.

A riqueza do folclore brasileiro também deve muito à cultura indígena. Muitos mitos e lendas da Amazônia vieram de histórias contados por esses povos, como os seres místicos como o curupira, o saci-pererê e a Iara.

Fontes:
IBGE
Fundação Cultural Palmares

Blog do Planalto

Agência Brasil

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