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Cultura

Exposição na Caixa Cultural traz relíquias do esporte

Curitiba

Vista por mais de 8 mil pessoas em São Paulo, exposição é uma amostra da maior coleção esportiva privada do mundo
por Portal Brasil publicado: 24/09/2014 11h09 última modificação: 24/09/2014 11h09

A exposição Esporte e Movimento, em cartaz na Caixa Cultural Curitiba até 30 de novembro de 2014, traz relíquias do esporte, com objetos de valor inestimável que se destacam entre os mais de dois mil itens distribuídos por todo o espaço.

Há ainda 30 tochas distribuídas em 15 agências Caixa de Curitiba e região metropolitana, acompanhadas de um vídeo que conta sua história.

A folha de ouro que gira em uma das vitrines da mostra recupera o modo como eram premiados atletas, na antiga Grécia, com coroas de diferentes plantas. Já a medalha cunhada em papelão pelos prisioneiros dos campos de concentração de Woldenburg e Gross Born, na Alemanha, em 1940, traz à tona uma das realizações mais significativas da história do esporte: a realização de jogos pelos oficiais poloneses detidos e que, com a evacuação dos campos, seriam assassinados. “Havia até um carimbo da competição”, conta Roberto Gesta, proprietário dos itens que formam a exposição.

Os 2 mil itens em exibição são uma amostra dos 70 mil artefatos esportivos que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e atual membro do conselho da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) mantém em sua casa em Manaus (AM), moradia que há 10 anos teve que ser readequada para abrigar o que este senhor de 69 anos alcunhou de “Galeria Olímpica”.

Nome, aliás, digno da infinidade de selos, moedas, tochas, chuteiras, troféus, cartazes, fotografias, documentos e outras relíquias esportivas que formam a maior coleção privada do gênero. Só de medalhas, são 400, contemplando cada edição de todas as 27 Olimpíadas.

Roberto Gesta lembra que pincelar as peças que hoje compõem a exposição exigiu dez meses de trabalhos ininterruptos, com a contribuição de diversos especialistas. “Por fim, optei por apresentar uma linha do tempo, com referências à Antiguidade Clássica, desde as antigas civilizações etrusca, grega e romana, passando pela Idade Média e o Renascimento até o início do esporte ‘moderno’, da segunda metade do século 19 até o início do século 20”, explica.

Ele também criou setores com peças relacionadas a temáticas como Esporte e Guerra, Esporte Feminino e Primórdios do Esporte no Brasil.

Selos e moedas, o início de tudo

Em um primeiro olhar, o visitante é atraído pelas diversas tochas em exposição. Uma delas está disponível ao toque, em uma ação que visa à inclusão de deficientes visuais na mostra – há também acessibilidade para deficientes visuais e cadeirantes e textos explicativos em braile.

Mas outros tesouros começam a ser descobertos ao se percorrer os oito núcleos que dividem a exposição. Dentre eles, os selos emitidos pelos países organizadores dos Jogos Olímpicos, entre 1896 e 2000, que fizeram parte da coleção de Plínio Ricciardi e Eugênio Rappaport, dois dos mais respeitados filatelistas brasileiros.

O interesse de Gesta pelo colecionismo nasceu por influência do avô, Manoel Barbosa Gesta, especialista em selos e moedas. “Dele herdei um notável patrimônio de selos, moedas e livros, núcleo inicial de meu futuro acervo”, conta.

Acervo que não para de crescer graças à garimpagem de seu proprietário, que, como diretor da CBAt, de 1987 a 2012, criou uma rede de contatos que facilitariam a aquisição de itens. “Há mais de quatro décadas busco peças em feiras, leilões, com as famílias de atletas que faleceram e os próprios atletas”, conta o colecionador.

Homenagem ao atleta

Na sala que homenageia esportistas que se destacam no esporte mundial, podem ser apreciadas as duas medalhas de ouro conquistadas por Adhemar Ferreira da Silva, primeiro bicampeão olímpico brasileiro, nas provas de salto triplo em Helsinque (1952) e Melbourne (1956). Os artigos chegaram às mãos de Gesta em 2003, dois anos após a morte do saltador, quando a filha do esportista procurou o colecionador preocupada com a preservação das medalhas. A conversa lhe rendeu não só a posse das medalhas, mas uniformes e documentos do esportista que chegou a ser adido cultural do Brasil na Nigéria.

Na mesma sala, está o uniforme que Allan Fontelles vestiu ao abater o favorito sul-africano Oscar Pistorius na prova de 200 metros da Paraolímpiada de Londres-2012 e a medalha de ouro no salto triplo de João do Pulo no Pan-Americano de 1975, no México, cuja marca de 17,89 metros registrou o novo recorde mundial da época.

Fonte:

Agência Caixa de Notícias

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