Cultura
Sala Funarte Sidney Miller recebeu mais um sarau "Temos Palco"
Atrações
A Sala Funarte Sidney Miller recebeu mais uma edição do sarau Temos Palco, no dia 25 de novembro. O evento, que reúne jovens talentos com as mais diversas linguagens artísticas, em várias cidades do País, teve entrada franca. A iniciativa é da Fundação Nacional de Artes – Funarte.
A cultura negra marcou forte presença nesta edição, com o desfile de roupas afro do Varal da Val; e o poema Navio Negreiro, interpretado pelo grupo Castro Alves Teatro. O sarau teve também dança popular e contemporânea, Rap, Hip hop e Música, além da Bateria Mirim Surf Favela Clube.
Apresentaram-se ainda o grupo de teatro Manifesto; a batalha dos Mcs de RAP do evento Pedrada de Guaratiba (do bairro de Barra de Guaratiba); Gean B: Beat Box; o Artcarioca de Dança; e o músico Bedai, entre outras atrações.
Algumas atrações
Música – Bedai – Com 20 anos de carreira, Esdras Bedai, Nasceu em Recife (PE), “Meu mundo era totalmente musical, pois minha mãe era gerente de uma loja de discos de uma das maiores redes do Brasil. Lá, aos dez anos começou a aprender a ser artista, ouvindo música. Treinou percussão, conhecendo o maracatu, o frevo, o samba, entre outros ritmos afro e brasileiros. Sua primeira composição gravada por um cantor foi O Caboclo de lança (parceria com Erasto Vasconcelos) interpretada por Naná Vasconcelos.
Em 1997, Bedai foi morar em Porto Alegre (RS), onde conheceu o cantor e compositor Armandinho, com quem fez parceria, por 13 anos. Eles alcançaram o mercado nacional com o DVD Armandinho ao vivo, em 2006, cuja música Desenho de Deus foi a mais tocada do ano. Depois vieram outros sucessos, como Semente, Eu juro, Ana Lua, e Amigo. Mudou-se para o Rio de janeiro, com o objetivo de se dedicar à carreira de cantor. Gravou o CD Ostaba Retropicalia. Atualmente, está gravando um EP, que tem uma música de Geraldo Carneiro com a participação especial de Jorge Mautner.
Dança – Artcarioca – Fundado em 2014, o Artcarioca, é formado por jovens que moram na Zona Norte do Rio. Eles se reuniram para formular um show com ritmos brasileiros. Seu grande diferencial é a utilizar a experiência individual de cada integrante e as suas diversas formações em dança. O espetáculo apresentado inclui axé, funk, forró, samba e novos ritmos latinos, adaptados e recriados pelos bailarinos. “Nossa proposta é demonstrar que ritmos populares possam se unir e tomarem uma forma nova – mas sem perder sua essência.”
Moda – Varal da Val– O “Varal da Val” é uma linha de produção de moda composta por peças de estilo “étnico”. Concebida num curso de dança afro-contemporânea, sua inspiração vem dos movimentos desse gênero artístico. “O Varal faz a linha afro-favela-chique”, dizem as organizadoras do trabalho. As peças, feitas com matéria prima reaproveitáveis como banner, corda, madeira, entre outras, são “ecologicamente corretas”. Essa é uma proposta de “atitude sustentável” que possa ser adotada por todos os seus consumidores.
Rap/Hip hop – Batalha de MCs do Pedrada de Guaratiba– Foi realizada no sarau uma batalha de MC’s do Pedrada de Guaratiba – encontro de Rap, onde acontecem esses duelos, desde 2013, todo segundo domingo do mês, na praça do Rodo, em Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio, aberto a qualquer pessoa. A cada evento, que reúne normalmente de 100 a 150 espectadores, dois grupos de Rap convidados se apresentam. Também é realizada a batalha de MC’s – que reúne de oito a 16 inscritos (gratuitamente). Algumas edições contaram também com apresentações de dança de “b-boys” da região. A premiação geralmente é um livro. Mas pode ser outra coisa: já foi oferecida uma tatuagem, prêmio em dinheiro e até um quadro. O evento é organizado por Roberto Wave, Bruno Werneck e Matheus Souza.
Bateria Mirim Favela Surf Clube – Tudo começou com o trabalho social de Adaílton Carvalho, o Mestre Dá, na comunidade do Morro do Cantagalo (Zona Sul do Rio), que passou a dar aulas gratuitas de percussão para crianças e jovens entre 5 e 20 anos de idade. Além do curso, ele criou a Bateria Mirim Favela Surf Clube, que reúne samba a outras batidas, como as de estilo pop e funk. Com o objetivo de “integrar a favela e o asfalto”, o coletivo já fez cerca de 250 apresentações. Adailton ministra suas aulas às terças e quintas-feiras, ás 19h, na Escola de Samba Alegria da Zona Sul, no Cantagalo.
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