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Cultura

Complexo ferroviário em Campo Grande (MS) é palco da folia

Espaço tombado

População tem se apropriado do patrimônio realizando encontros e produções culturais, de forma democrática e inclusiva
por Portal Brasil publicado: 13/02/2015 12h19 última modificação: 13/02/2015 12h19
Divulgação/Iphan Festividade ocupa agora o espaço que registrou o período áureo da estrada de ferro Noroeste do Brasil

Festividade ocupa agora o espaço que registrou o período áureo da estrada de ferro Noroeste do Brasil

O complexo ferroviário em Campo Grande (MS), desde 2009, assiste ao renascimento do carnaval de rua. O local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), recebe blocos e cordões que tomam como palco as ruas de paralelepípedos.

Limitada outrora a modestos desfiles das escolas oficiais e bailes privados realizados em clubes, a festividade ocupa agora o espaço que registrou o período áureo da estrada de ferro Noroeste do Brasil, com sua estação e as residências na vila dos ferroviários.

Além dos campograndenses que participam do carnaval de rua, os moradores da área tombada também aguardam fevereiro para participar da folia, inclusive refrescando os foliões com os já tradicionais banhos de mangueira. A população tem se apropriado do patrimônio, utilizando o conjunto tombado para palco de encontros, manifestações populares, celebrações e produção cultural, de forma democrática e inclusiva.

Neste ano, o centro histórico da cidade abrigará, mais uma vez, o já tradicional Cordão da Valu, que há 9 anos insiste em convidar o campo-grandense a “não marcar touca”, ficar e celebrar na Esplanada Ferroviária da cidade durante o carnaval.

No mesmo local, a uma quadra de distância, o bloco Capivara Blasé vem somar forças, em seu segundo ano de realização. A folia está de acordo com o exigido pelo Iphan que, em 2015, reuniu-se com os organizadores do evento para explicar as necessidades de segurança patrimonial, como exemplo de instalações provisórias, a impossibilidade do trio elétrico passar pelo Complexo Ferroviário, bem como a preocupação para com a fiscalização e integridade dos imóveis tombados.

Se antes Campo Grande aguardava o apito dos trens na estação, hoje a espera maior é pelos apitos dos foliões.

Fonte:

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

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