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Cultura

Governo federal apoia desenvolvimento do artesanato

Fomento

Profissional brasileiro tem acesso à Carteira Nacional do Artesão e políticas públicas que visam a capacitação e acesso a feiras de negócios
por Portal Brasil publicado: 19/03/2015 10h44 última modificação: 19/03/2015 10h44
Divulgação/Ministério da Cultura Durante as feiras, foram comercializadas cerca de 177.548 mil peças de artesanato em 2014

Durante as feiras, foram comercializadas cerca de 177.548 mil peças de artesanato em 2014

O artesão brasileiro é um importante agente de produção nas áreas cultural e econômica, gerando empregos e contribuindo para a identidade regional. 

Em busca da valorização do trabalhador, o governo federal conta com diversas ferramentas que ajudam no desenvolvimento do trabalho, na capacitação e na promoção dos produtos, com a realização de eventos.

Promovendo o desenvolvimento

Para buscar informações, capacitação, orientações e estimular o desenvolvimento, o artesão brasileiro conta com o Programa Brasileiro do Artesanato.

A iniciativa, dirigida pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE-PR), tem como finalidade coordenar e desenvolver atividades que visem valorizar o artesão brasileiro, elevando seu nível cultural, profissional, social e econômico, bem como desenvolver e promover o artesanato e a empresa artesanal.

O Programa é responsável pela elaboração de políticas públicas em nível nacional, contando com a parceria das Coordenações Estaduais do Artesanato, unidades responsáveis pela intervenção e execução das atividades de desenvolvimento do segmento.  

A coordenadora do Programa, Ana Beatriz Ellery, destaca que as políticas públicas, principalmente as que possibilitam o acesso a feiras, buscam dar mais oportunidade de mercado ao trabalhador. "O artesão muitas vezes é forçado a entregar seus produtos a intermediários que geralmente se aproveitam dessa situação para adquirir artesanato a preço insignificante. Dessa forma, as feiras proporcionam ao artesão o contato direto com clientes e fornecedores. Além disso, é importante para o artesão ter contato com outros artesãos, conhecer novas técnicas, novos estilos e se aprimorar", disse.

A opinião é compartilhada pela jovem amazonense Paloma Silva, de 18 anos, que participou da feira Salão Mãos do Brasil, realizada em 2014, em São Paulo. "Essa é uma oportunidade única de levar nosso produto para fora do nosso estado e vender. Onde eu moro, as vendas são mais difíceis. Agora quero participar de todas as feiras que eu puder e mostrar meu trabalho”, destacou Paloma. O evento teve representação de 24 estados. Foram vendidas cerca de 93 mil peças artesanais, totalizando a comercialização em aproximadamente R$ 1,8 milhões.

Confira algumas das iniciativas que o Programa do Artesanato Brasil desenvolve:

  • Apoio logístico às Coordenações Estaduais

A SMPE-PR doou um caminhão baú a cada uma das 27 unidades da federação. A concessão dos veículos tem o objetivo de atender as Coordenações Estaduais do Artesanato e entidades representativas do segmento para aumentar as oportunidades de negócios com diferentes parceiros.

  • Apoio em oportunidades de negócios

No ano de 2014, foram apoiadas 8 (oito) feiras pela Ação 210C, dentre elas o Salão de Artesanato Mãos do Brasil, que foi a primeira feira realizada exclusivamente pelo Núcleo de Apoio ao Artesanato – NAA.

Com o apoio das feiras, tem-se por resultados gerais aproximados a comercialização de cerca de 177.548 mil peças, com faturamento aproximado de R$ 5,9 milhões.

  • Plano Nacional de Capacitação de Artesãos

Realização de cursos de capacitação na metodologia vivencial em todas as unidades da federação, que promoveram a formação de 350 artesãos e 165 multiplicadores, com distribuição de 4,5 mil cartilhas em 3 volumes para os treinandos e Coordenações Estaduais na replicação dos cursos.

Carteira Nacional e benefícios

Além das iniciativas citadas, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) é responsável pela emissão da Carteira Nacional do Artesão, destinada aos artesãos e trabalhadores manuais, em PVC.

A carteira é gratuita e é emitida após o registro do artesão no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab). Para confirmação do registro, o artesão passa por uma prova de habilidades técnicas, cuja aprovação é da Coordenação Estadual de Artesanato.

Entre os benefícios do registro no Sicab estão a possibilidade de participação em feiras de artesanato nacionais e internacionais, em oficinas e cursos de artesanato e, em alguns estados, o acesso a incentivos fiscais. 

Atualmente, mais de 105 mil artesãos e trabalhadores manuais participam do PAB. 

Serviço

Para obter informações sobre o registro no PAB, a prova de habilidades técnicas e a emissão da carteira, o interessado deve procurar a Coordenação Estadual de Artesanato, nos endereços disponíveis no link.

Após a aprovação do registro, o artesão deve providenciar os seguintes documentos necessários para a confecção da carteira nacional: cópia do RG e CPF, comprovante de residência e foto 3 x 4 colorida. Para a renovação, são necessários o comprovante de residência, uma foto 3 x 4 colorida atualizada e a cópia da carteira vencida ou declaração de extravio.

Avaliação

Em busca de ferramentas que possam avaliar a efetividade das políticas públicas voltadas para o setor, a SMPE firmou parceria com a Universidade de Brasília com objetivo de mapear expectativas e resultados relacionados ao artesanato, e apresentar diretrizes e linhas de atuação para o fortalecimento do Programa. "O projeto avaliará, dentre outros eixos, a eficácia e a eficiência do Programa de Artesanato Brasileiro e projetar impactos nos resultados das politicas públicas. A entrega do projeto pela UNB será em maio deste ano", explicou Ana Beatriz Elleury.

Plano Setorial em construção

O documento é uma proposição política para um determinado setor cultural, composto de orientações estratégicas para que a área possa se desenvolver em um determinado período. No caso do Plano Setorial de Artesanato, este período compreende 10 anos.

A iniciativa para o setor está em fase de elaboração e recebeu contribuições a partir de uma consulta pública, realizada entre 25 de agosto e 9 de outubro de 2014. Durante esse período, os atores relacionados ao segmento puderam contribuir para estratégias e ações, conforme seis eixos: 1 - Criação e Produção; 2 - Formação e Capacitação; 3 – Divulgação; 4 - Distribuição e Comercialização; 5 - Fortalecimento do Artesanato; e 6 - Economia Sustentabilidade Ambiental e Inovação.

Perfil

Uma pesquisa de setembro de 2013 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas identificou as principais características do artesão brasileiro.

O levantamento foi feito com 1,3 mil artesãos e destaca que a atividade é exercida predominantemente por mulheres, a maioria dos profissionais desse segmento tem mais de 40 anos, possui a atividade como principal fonte de renda e atua há bastante tempo no mercado.

Confira mais dados da pesquisa:

Perfil do Artesão Brasileiro

Fonte:

Portal Brasil, com informações do Ministério da CulturaSecretaria da Micro e Pequena Empresa e Sebrae

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