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Cultura

Instalação inaugura programação 2015 do Museu do Açude

Programação

Sessenta ânforas foram colocadas em árvores localizadas em uma clareira no parque florestal do Museu
por Portal Brasil publicado: 31/03/2015 15h03 última modificação: 31/03/2015 15h03

O Museu do Açude (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro, inaugurou sua programação 2015 de instalações temporárias nesse domingo (29), com a abertura ao público da obra Malha Atlântica, do artista Ricardo Ventura.

Ventura pendurou cerca de 60 ânforas em árvores localizadas em uma clareira no parque florestal do Museu. Suspensos por fios de aço, os objetos produzem uma espécie de jogo mágico com os raios de luz do sol, vento e o movimento dos galhos, e, em particular, com o balanço de seu suporte, os palmitos-juçara.

Em um uma pequena escavação na trilha da clareira, Ventura coloca outras ânforas em madeira e em cobre aramado.

Para o crítico de arte Marcelo Campos, “a obra de Ricardo Ventura funciona mesclando o sublime e o religioso…Como em qualquer ambiente mítico, somos convidados ao centro para experimentar a luz, ouvir o vento nas folhas, habitar, sem muros, a natureza. E uma dupla sensação parece nos dominar. Permanecemos protegidos pela luz, a “luz”, metáfora da ilusão iluminista sobre o esclarecimento das enciclopédias que definiam o mundo a nossa volta. Em contraposição, avançamos sobre o proibido, adentramos um núcleo pouco acessível e podemos ser o que somos, pura natureza.”

Malha Atlântica está incluída no circuito de Projetos Temporários de instalações de arte contemporânea do Museu do Açude, do qual participaram Carla Guagliardi e Tatiana Grinberg (2013 e 2014). Neste ano, além da obra de Ventura, o Museu apresentará o trabalho de João Modé.

Os Projetos temporários dialogam com do Espaço de Instalações Permanentes composto por obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra, com curadoria de Marcio Doctors.

Museu do Açude

Localizado numa área de 151.132 m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca (RJ), o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador de arte e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). Em 1962, o empresário doou a chácara encravada na Floresta da Tijuca à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O Museu do Açude foi inaugurado em 1964, no mesmo dia do aniversário do colecionador. Em 1968, outra propriedade de Castro Maya, a Chácara do Céu, é doada à fundação. Com sua abertura como museu em 1972, ambos tornam-se Museus Castro Maya.

Fontes:
Instituto Brasileiro de Museus

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