Cidadania e Justiça
Amar é um direito de todos
Dia dos Namorados
Comemorado em diversos países do mundo, o Dia dos Namorados tem diferentes origens, costumes, tradições e datas. No Brasil, é celebrado em 12 de junho por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro. O religioso português morreu em 13 de junho de 1231. Por aqui, o Dias dos Namorados surgiu como uma iniciativa publicitária, no final da década de 1940, para aquecer o comércio neste período do ano.
Nos Estados Unidos, Japão e em partes da Europa, é no 14 de fevereiro, Dia de São Valentim, que os namorados comemoram sua união. Reza a lenda que São Valentim teria sido um mártir perseguido pelo Império Romano no Século III por celebrar casamentos numa época em que eles foram proibidos – os governantes acreditavam que homens solteiros eram melhores soldados do que os casados. Preso e condenado à morte, Valentim se apaixonou pela filha do carcereiro, uma mulher cega, e assinava bilhetes para ela como “your Valentine” (“do seu Valentim”). A palavra “valentine”, em inglês, significa tanto namorado/namorada quanto o cartão trocado entre pessoas no Dia de São Valentim.
Ainda que a existência do santo seja questionada por falta de registros históricos consistentes, o dia em sua homenagem se tornou popular ao longo dos anos. A tradição da troca de presentes ou cartões é forte nos Estados Unidos, não apenas entre namorados, mas entre amigos e parentes.
Independentemente de santos, datas e tradições, o Dias dos Namorados é uma oportunidade para celebrar o amor entre as pessoas e lembrar que amar é direito de todos – sejam casais hétero ou homossexuais.
Em 17 de maio, a presidente Dilma Rousseff divulgou em seu perfil no Facebook mensagem contra a discriminação: “Não podemos viver com processos de discriminação que levam à violência. A homofobia tem que ser criminalizada”.
Projeto de Lei 122, conhecido como PL da Homofobia, uma tentativa de criminalizar a homofobia, encontra-se atualmente arquivado.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República registrou, segundo dados do 2º Relatório Sobre Violência Homofóbica (de 2012), aumento de 166,09% de denúncias e 46,6% de violações contra o público LGBT, envolvendo 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos. Os dados do relatório foram elaborados por meio do Disque 100, da SDH, do Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde.
Considerando que violação corresponde à discriminação, violência psicológica e agressão física, o número de violações é maior que o de denúncias já que uma mesma vítima pode sofrer mais de uma violação. A média de 2012 é de 3,23 violações para cada vítima.
Fonte:
EBC, Agência Brasil, Secretaria Geral da Presidência, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















