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Cultura

Juca Ferreira critica ideia de fundir Cultura a outro ministério

Roda de Conversa

"Acho de uma irresponsabilidade enorme essa retrospectiva de retrocesso", disse o ministro da Cultura
publicado: 11/05/2016 13h00 última modificação: 11/05/2016 13h17
Ana Nascimento/Ascom MinC Juca Ferreira considera uma "irresponsabilidade" fusão do MinC com outro ministério

Juca Ferreira considera uma "irresponsabilidade" fusão do MinC com outro ministério

Diante do atual cenário político, dirigentes do Ministério da Cultura (MinC) promoveram uma roda de conversa em que defenderam a permanência da pasta e debateram as recém-anunciadas ações de modernização para a gestão da Cinemateca Brasileira. O evento, aberto ao público e transmitido ao vivo pelo MinC, ocorreu no fim da tarde desta terça-feira (10), em São Paulo.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi enfático ao criticar uma possível fusão do MinC com outra pasta, ato que considera uma "irresponsabilidade" e "um retrocesso de mais de 20 anos". O Ministério foi fundado há mais de 30 anos, durante o período de redemocratização brasileira e atendendo a uma ampla demanda popular. O ministro previu ainda o desafio de enfrentar momento de turbulências e de retrocessos de direitos já adquiridos que deverão vir pela frente.

"Acho de uma irresponsabilidade enorme essa retrospectiva de retrocesso. Temos uma soma de legados e acumulações. A cultura tem uma interface com todas as facetas da vida social. Você pode fundir (o MinC) até com o Ministério da Fazenda, se quiser, mas é um erro, porque há uma especificidade do nosso trabalho", afirmou.

Juca Ferreira também falou sobre a importância da cultura para combater a intolerância e para promover o respeito e a aceitação do outro diferente. Também salientou o papel cultural em relação aos povos indígenas, para preservar suas tradições e, ao mesmo tempo, equipá-los para que sua relação com outros não seja "destruidora do seu contexto específico".

O ministro citou ainda que a Cultura pode promover uma economia que diversifique as exportações além das commodities, que o setor tem capilaridade para combater a violência e, por fim, que promove a qualificação da população brasileira para viver a democracia. "[Com a possível fusão], essa complexidade vai ser reduzida e empacotada", lamentou.

Papel da Cultura

Outro ponto abordado na roda de conversa foi o papel da Cultura frente a uma agenda do século XXI, com defesa dos direitos autorais na internet, já que o ambiente digital representa a maior parte do mercado para a música e para o audiovisual. Juca Ferreira destacou o desafio e a necessidade de reforma da Lei Rouanet, para torná-la mais "generosa e menos concentradora". "O Brasil não enfrentará os desafios do século XXI se não garantir desenvolvimento cultural e acesso pleno à cultura", frisou.

Diante desse cenário, o secretário de politica audiovisual do MinC, Pola Ribeiro, resumiu algumas ações da secretaria e salientou que as políticas desenhadas em 2015 "não morrem" e se colocou à disposição para passar adiante os projetos em execução.

Ações na Cinemateca

A modernização da Cinemateca Brasileira foi outro tema discutido na roda de conversa. "Hoje, entregamos oito acervos convalidados, comprados há seis anos, anunciamos a licitação aberta para reconstrução do prédio incendiado e, principalmente, a futura seleção de uma Organização Social (que após seleção por meio de edital irá gerenciar a Cinemateca)", afirmou. "Isso traz uma alegria muito grande. É preciso dar escala às políticas do MinC, sobretudo a do audiovisual, que já se pensa em escala", disse. 

Outro ponto abordado pelo secretário foi o da necessidade de a Cinemateca não apenas permitir a preservação do audiovisual brasileiro, mas também trabalhar para a disponibilização e difusão desse acervo para os brasileiros.

O secretário executivo do MinC, João Brant, também citou as ações de modernização para a gestão da cinemateca e lembrou que o MinC procurou dar as condições para que o espaço tenha, novamente, a vida pujante de outrora.

"O plano é que a OS entre em atividade neste ano. Procuramos um modelo de OS em que o Estado permaneça com sua responsabilidade e que, ao mesmo tempo, permita que a Cinemateca cresça com possibilidade de ação mais dinâmica", afirmou.

João Brant falou, ainda, do projeto vídeo por demanda, que busca dispor à população maior acesso ao audiovisual brasileiro. "A SP Cine e nós enxergamos na Cinemateca a maior potência para dar vida a esse projeto, a uma plataforma que faça que o próprio acervo da cinemateca possa circular", disse. 

Além dos citados, também participaram da roda de conversa a diretora da Agência Nacional do Cinema Rosana Alcântara e o presidente da SPCine, Alfredo Manevy.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura 

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