Defesa e Segurança
Defesa entrega ao presidente Lula relatórios sobre buscas no Araguaia
Os relatórios que trazem as informações mais recentes sobre os restos mortais de desaparecidos na Guerrilha do Araguaia — elaborados entre 2009 e 2010 pelo Grupo de Trabalho Tocantins — já estão em posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Ministério da Defesa confirmou que o ministro da pasta, Nelson Jobim, encaminhou os relatórios do grupo ao presidente na última semana, após terem, no período, cerca de 150 pessoas, entre camponeses, ex-guias e militares da reserva.
Nessas missões, uma área de 33 mil m² foi vasculhada com um radar de solo, e paralelamente, foram feitas 104 escavações. O grupo recolheu duas ossadas na região e centralizou no Hospital Universitário de Brasília (HUB) outros restos mortais recolhidos em expedições anteriores, e que encontravam-se em diferentes localidades. Segundo o Ministério da Defesa, no momento, está sendo feito um plano de identificação desses restos mortais.
Além da entrega ao presidente, a população também vai poder acompanhar um resumo das atividades do grupo a partir desta quarta-feira (29). A seleção do trabalho feito pelos peritos será divulgada em novo site criado pela Defesa, e os conteúdos serão alimentados à medida que os dados das pesquisas forem processados pelos especialistas. Além do site, um canal de comunicação (telefone –0800 6055000) também foi lançado neste ano para que a população pudesse oferecer informações sobre os desaparecidos.
De acordo com o documento entregue na última semana, as atividades de campo estão temporariamente interrompidas por conta das condições climáticas da região. As chuvas frequentes do período inviabilizam os trabalhos periciais.
A Guerrilha do Araguaia ocorreu em área superior a 7.000 Km², abrangendo mais de uma dezena de municípios nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão. Os restos mortais buscados foram enterrados há quase 40 anos em região tropical muito úmida. Segundo o ministério, como a paisagem da região foi totalmente alterada, a floresta amazônica da época da guerrilha cedeu lugar a fazendas e pastagens, e esse é um fato que dificulta a localização dos pontos de inumação.
Fonte:
Ministério da defesa
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