Defesa e Segurança
Defesa agracia militares mortos durante incêndio na estação brasileira na Antártica
Os militares Carlos Alberto Vieira Figueredo e Roberto Lopes dos Santos, mortos no combate ao incêndio que atingiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, serão agraciados com o grau de comendador da Ordem do Mérito da Defesa. O ministro da Defesa, Celso Amorim, encaminhou a solicitação para a presidenta da República, Dilma Rousseff, na segunda-feira (27).
A Ordem do Mérito é a mais importante condecoração concedida pelo Ministério da Defesa. A medalha é outorgada com a finalidade de premiar civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, que tenham se distinguido no exercício da profissão, além de organizações militares e instituições civis que também tenham prestado relevantes serviços ao Ministério da Defesa e às Forças Armadas no desempenho de suas missões constitucionais.
A condecoração foi criada em junho de 2002 e tem como grã-mestra a presidenta da República.
Para o ministro Celso Amorim, os dois militares brasileiros que morreram no incêndio foram heróis. “Eles estiveram na área de maior risco, que foi justamente onde originou o incêndio, na tentativa de debelar e não conseguiram. O momento é de dor pela perda das vidas.”
Em nota divulgada no último sábado (25) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a presidenta Dilma Rousseff destacou o heroísmo dos militares no combate ao incêndio e manifestou solidariedade às famílias dos dois mortos.
Honras militares
Os restos mortais dos militares mortos chegaram nesta terça-feira (28) pela manhã na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Durante a manhã, com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e do ministro Celso Amorim, receberão honras militares.
Por meio de portaria, o Comando da Marinha promoveu nesta terça-feira o ex-primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos e o ex-suboficial Carlos Alberto Vieira Figueredo ao posto de segundos-tenentes.
Pesquisadores
Na madrugada de segunda-feira (27), pesquisadores e servidores civis que atuavam na Estação Antártica Comandante Ferraz, entre outros, chegaram à Base Aérea do Galeão em um avião C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB). No momento do desembarque, foram recepcionados pelo ministro Celso Amorim e pelo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto. Cerca de 30 familiares das vítimas também compareceram ao local e receberam palavras de conforto das autoridades.
Na oportunidade, Amorim reafirmou o compromisso de que as pesquisas na Antártica não irão parar. Disse também que, em breve, serão iniciadas conversas para redefinir a reconstrução da estação de pesquisa, sem antecipar prazos para conclusão dos trabalhos.
A nova base, garantiu o ministro, será construída com atenção redobrada aos padrões de segurança. Amorim afirmou que peritos já atuam no local do acidente para apurar as causas do incêndio, e que seria prematuro especular a respeito antes da conclusão do inquérito policial militar aberto pela Marinha.
No entender do ministro, a presença do governo no desembarque das vítimas é um sinal de reconhecimento do trabalho realizado na Estação Comandante Ferraz. Ele agradeceu ainda a ajuda dada pelos governos de Chile, Argentina, Polônia e Peru no resgate e no socorro às vítimas. E sugeriu que esses governos poderiam ajudar na recuperação e no apoio das pesquisas que serão retomadas.
Fonte:
Ministério da Defesa
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