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Defesa e Segurança

Brasil vai ajudar Haiti a formar sua própria força de segurança

por Portal Brasil publicado: 26/07/2012 19h53 última modificação: 28/07/2014 16h32

O governo brasileiro irá apoiar a formação de uma nova força de segurança no país caribenho

A decisão foi comunicada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em reunião nesta quinta-feira (26) com o ministro haitiano da Defesa, Jean Rodolphe Joazile, em Brasília. De acordo com o Ministério da Defesa, nas próximas semanas, o Brasil deverá enviar ao país uma missão com integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para estudar formas de ajudar o país. 

Não haveria ajuda, segundo Amorim, se o governo brasileiro não tivesse obtido do governo haitiano a garantia de que o Exército do país não funcionará como "milícia pessoal", como ocorreu no passado, quando o país foi governado por ditaduras.

A iniciativa de formar uma nova força de segurança é uma das principais estratégias do governo de Michel Martelly, presidente que tomou posse no ano passado. Há 17 anos, as Forças Armadas do Haiti foram dissolvidas após sucessivos golpes militares e uso político do aparato militar. O presidente haitiano chegou a tratar do assunto diretamente com a presidenta Dilma Rousseff, em janeiro deste ano, quando ela visitou o país.

A colaboração acertada hoje ocorrerá simultaneamente ao movimento de diminuição da participação brasileira na Força de Paz das Organizações das Nações Unidas (Minustah), que está no país desde junho de 2004. Atualmente, 2 mil militares brasileiros participam da Minustah e a intenção do governo é reduzir esse contingente para mil, patamar que havia antes do terremoto que atingiu o país em janeiro de 2010. O Brasil, que tem a liderança da Minustah, chegou a ter 2.250 militares no Haiti.

Por isso, Amorim defendeu a necessidade de formação de uma força militar no Haiti capaz de assumir as ações desempenhadas hoje pela força de paz. "Havendo essa redução, evidentemente tem que haver alguma capacidade local para lidar com os problemas de segurança”, disse.

O ministro destacou as áreas nas quais o Haiti quer ser preparar com o objetivo de reconstruir o país. “O Haiti está preocupado também em proteger suas fronteiras, em guardar sua costa marítima, ser capaz de atuar na área de defesa civil. Infelizmente, é um país muito sujeito a desastres naturais. O terremoto de 2010 foi o evento mais conhecido, mas há também enchentes inundações, furacões”.

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Fonte:
Agência Brasil


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