Defesa e Segurança
Região serrana do Rio de Janeiro recebe apoio da Defesa Civil
Nas ultimas horas, a chuva na região ultrapassou 80 milímetros, o que supera a capacidade de absorção da terra em algumas áreas
A Secretaria Nacional de Defesa Civil enviou para a região serrana fluminense seis técnicos especialistas em avaliação de desastres para fazer um levantamento da situação após as fortes chuvas que atingiram o local nas últimas 24 horas. A informação é do secretário nacional de Defesa Civil, coronel Humberto Viana.
A quantidade de chuva na região ultrapassou 80 milímetros nas últimas 24 horas, o que supera a capacidade de absorção da terra em algumas áreas e determina a retirada de moradores de alguns locais. Até agora, segundo a Defesa Civil, pelo menos oito municípios da região serrana do Rio de Janeiro estão em estado de alerta.
Além da equipe de especialistas, o governo também autorizou a liberação de cestas básicas para pessoas desabrigadas ou desalojadas pelas chuvas. Até agora não há levantamento do número de famílias retiradas de casas localizadas em áreas de risco. “Precisamos contabilizar quantas pessoas estão atingidas, quantas pessoas estão nos abrigos, mas já entramos em contato com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para que seja autorizada a liberação das cestas”.
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), que atua em situações de urgências, também foi acionada, segundo Humberto Viana, para atender pessoas que tenham sido atingidas por deslizamentos de terra. “Há informações de que os deslizamentos atingiram pessoas, que têm a necessidade de avaliação e de um suporte da área de saúde do governo”, disse o secretário.
Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais
Em agosto deste ano foi lançado o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, que vai investir cerca de R$ 18,8 bilhões em ações de segurança às populações que vivem em áreas onde ocorrem desastres naturais. Serão beneficiados 821 municípios em todo o Brasil, que corresponderam a 94% das mortes e 88% do total de desalojados e desabrigados nos últimos anos. O plano contempla projetos de mapeamento, monitoramento e alerta, resposta e prevenção a desastres.
Para prevenção de inundações e deslizamentos, serão investidos R$ 15,6 bilhões em obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – como por exemplo, drenagem e contenção de encostas e cheias - em 170 municípios de 17 regiões metropolitanas e bacias hidrográficas prioritárias. Também haverá ações de combate aos efeitos da seca, como a construção de barragens, adutoras e sistemas urbanos de abastecimento de água em nove estados do Nordeste e no semiárido mineiro.
O plano prevê ainda R$ 362 milhões para a expansão da rede de observação com a aquisição de nove radares, 4100 pluviômetros, 286 estações hidrológicas, 100 estações agrometeorológicas, 286 conjuntos geotécnicos e 500 sensores de umidade de solo. Será realizada a ampliação da rede de observação e da estruturação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Centro Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério da Integração.
Todos os estados terão salas de situação para monitoramento hidrológico pela Agência Nacional de Águas (ANA), que vão emitir alertas de possíveis ocorrências de desastres nas áreas de risco mapeadas. Receberá investimentos também a Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, criada este ano, formada por especialistas de diferentes órgãos federais, como geólogos, hidrólogos, engenheiros, agentes de Defesa Civil e assistentes sociais.
Fonte:
Agência Brasil
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