Defesa e Segurança
Ação integrada reforça segurança em áreas de fronteiras
Operação Ágata 7 monitora mais de 16 mil quilômetros de fronteiras
As Forças Armadas iniciaram na manhã deste sábado (18) a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos. Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).
A Ágata 7 acontece às vésperas da Copa das Confederações, competição esportiva que será realizada em seis cidades-sede – Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Em função deste evento, o Ministério da Defesa optou por uma mobilização que envolvesse os 16.886 quilômetros de fronteira. Nas edições anteriores, as ações ocorreram em trechos da divisa do Brasil com os países sul-americanos.
De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, a Ágata 7 será realizada um pouco antes da Copa das Confederações, com uma antecedência que não interfira no fluxo de turistas que vão assistir ao torneio. A oitava edição da operação deve acontecer ao longo do segundo semestre deste ano.
Durante a mobilização, militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.
Operação Ágata
Em quase dois anos, o Ministério da Defesa, por meio do EMCFA, já realizou seis edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.
A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Além do combate a atos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias em situação de pobreza. De acordo com o balanço integrado, as seis edições da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 195.241 medicamentos.
A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).
Nas seis edições anteriores da Operação Ágata, cerca de 58 mil militares atuaram nas fronteiras, o que representa uma média de quase dez mil pessoas por operação. Como a ação é feita a partir de dados de inteligência, o período e os locais para onde serão enviadas as tropas ainda não podem ser divulgados.
Plano Estratégico de Fronteiras
O Plano Estratégico de Fronteiras foi lançado em 2011 para aumentar a presença do Estado brasileiro nas regiões de fronteira e combater crimes transnacionais na divisa com dez países
sul-americanos. Em 18 meses, o Ministério da Defesa realizou seis edições da Ágata perfazendo 24.782 quilômetros de fronteiras, superando o percurso fronteiriço do Brasil com os vizinhos da América do Sul.
Ao todo, as operações geraram 319,6 mil vistorias de veículos, 222 inspeções de aviões, quatro pistas clandestinas de pouso destruídas, apreensão de 19,8 mil quilos de explosivos e 11,8 mil quilos de entorpecentes. Além disso, mais de 5,6 mil embarcações foram vistoriadas e 498 delas foram apreendidas.
Já a operação Sentinela, - que também é uma ação de fronteira, realizada no dia a dia - envolve a atuação de agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública e resultou em 350 toneladas de drogas, 9,5 mil veículos, 2,2 mil armas de fogo, 280,7 mil munições, 16,2 milhões de pacotes de cigarro, 1,8 milhão de fármacos e mais de R$ 10,7 milhões em dinheiro. A Sentinela gerou ainda a prisão de 20,7 mil pessoas em flagrante.
Forças Armadas
Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões.
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A Marinha fará uso de navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas.
Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais.
O Exército empregará aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.
No caso específico da Força Aérea Brasileira (FAB), o centro de operação ficará no Comando Geral de Operações Aéreas (Comgar), com sede em Brasília. Para tanto, a Aeronáutica tem à disposição os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os Vants e helicópteros. Os agentes governamentais, como as Polícias Federal e Rodoviária Federal, Receita Federal, bem como Anatel, Aneel, ANP, DNPM, ICMBio, Funai e Ibama, atuarão em conjunto em suas respectivas áreas.
Fontes:
Portal da Copa
Ministério da Defesa
Exército Brasileiro
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