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Defesa e Segurança

Simulação de ataque químico prepara agentes de segurança

Belo Horizonte

Dinâmica, com duração de duas horas, reuniu cerca de 70 pessoas, duas ambulâncias, três caminhões, uma tenda e várias macas
por Portal Brasil publicado: 31/03/2014 12h31 última modificação: 30/07/2014 01h53
Divulgação/Portal da Copa Todos os militares e agentes de saúde envolvidos na ação usaram roupas especiais para atendar as vítimas

Todos os militares e agentes de saúde envolvidos na ação usaram roupas especiais para atendar as vítimas

O metrô de Belo Horizonte (MG) recebeu um simulado de ataque químico preparatório para a Copa do Mundo, na madrugada de domingo (30). Este foi o segundo exercício promovido pelo Exército Brasileiro em parceria com o Grupo Interinstitucional de Proteção do Governo do estado de Minas Gerais, composto pelos órgãos ligados à segurança, trânsito, saúde e meio ambiente para o Mundial.

Em junho de 2013, a Praça JK, na Região Centro-Sul da capital mineira, foi cenário da primeira simulação de risco com presença de vitimas contaminadas por agente químico para a Copa das Confederações. A estação de metrô escolhida para a prática dá acesso ao Expominas, local onde será realizada a Fan Fest, evento das exibições públicas dos jogos do Mundial.

A experiência começou com a simulação de uma contaminação de figurantes do Exército dentro do vagão, por um produto químico sufocante. O passo seguinte foi o acionamento do Corpo de Bombeiros para a retirada das vítimas e coleta do material tóxico. Enquanto o produto foi levado para análise ao laboratório da Fundação Ezequiel Dias (Funed), as vítimas foram encaminhadas a uma tenda de descontaminação. Os casos menos graves foram tratados por agentes de saúde no próprio local.

“Os novos detectores biológicos da Funed vão identificar o tipo da substância, em caso de ataques químicos, em um prazo de 24 horas, o que significa um avanço em comparação ao tempo de até 72 horas gastos até então”, disse a coordenadora do Grupo de Proteção da Funed, Adriane Zacarias Nunes.

Todos os militares e agentes de saúde envolvidos na ação usaram roupas especiais, com máscaras de última geração, para atender às vítimas. Dentro da tenda de descontaminação, o procedimento incluiu banhos com alas separadas para mulheres, homens e feridos. “Belo Horizonte está bem à frente no quesito de ataque com produto contaminante. É a segunda vez que estamos aqui”, disse o capitão Barradas, do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), do Rio de Janeiro. Após o simulado, todo o grupo é reunido para discussão dos acertos e pontos de atenção.

Integração

A dinâmica, com duração de duas horas, reuniu cerca de 70 pessoas, duas ambulâncias, três caminhões, uma tenda e várias macas. Participaram o Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros, a Funed, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a BHTrans e as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Saúde. “Esse trabalho integrado é de fundamental importância, porque determina o fluxo e papéis de cada instituição em casos de ataques ou de emergência”, conclui o coronel Wilson Chagas, da Coordenadoria Especial da Copa da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes.

Fonte:
Portal da Copa

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