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Atletas de alto rendimento da FAB iniciam instrução militar no Rio de Janeiro

Esportes

Como sargentos temporários, esportistas disputarão competições nacionais e internacionais
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 19h29 última modificação: 30/07/2014 01h51
Os 147 atletas de alto rendimento se apresentaram na Base Aérea dos Afonsos, na zona oeste do Rio de Janeiro, na segunda-feira (31/03). Durante o período de adaptação militar, eles terão instrução diária de regulamentos, como continência e uniformes, além da história da Força Aérea Brasileira. Mas não deixarão de lado a preparação para as nove modalidades. Após as aulas, o tempo será destinado ao treinamento físico e técnico.
A seleção dos atletas realizada pela Comissão Desportiva da Aeronáutica (CDA) considerou o índice técnico no ranking da confederação de cada modalidade nos anos de 2012 ou 2013, além dos exames de saúde e da conclusão do ensino médio. Todos os atletas que aderiram são voluntários e tem idade entre 19 e 45 anos. A diplomação será em 17 de abril, quando serão nomeados Terceiro-Sargentos da Aeronáutica. A incorporação é válida por um ano e prorrogável por até nove anos. 
Do total de participantes, 76 são homens e 71 mulheres.
As modalidades desta primeira seleção foram escolhidas depois de acordadas entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Confederação de Desporto Militar Brasileira (CDMB). Dentro das Forças Armadas também houve uma divisão. A Marinha e o Exército participam do programa do Ministério da Defesa desde 2009. Coube à FAB o suporte ao ciclismo, basquetebol, handebol, vôlei de praia, tiro com arco, entre outros. “Essas modalidades foram o foco deste concurso, mas isso não impede que outras façam parte, como é o caso do triatlo e do atletismo”, afirma o Chefe da Divisão de Desporto Militar da CDA, Tenente-Coronel de Infantaria Pedro Celso Gagliardi Palermo.
Desde 2013, a CDA estreitou os laços de contatos com a confederação brasileira de várias modalidades e do CDMB. “Identificamos quais seriam as necessidades do COB e quais seriam as modalidades de interesse que mais precisavam de suporte das Forças Armadas”, explica o oficial.
Os atletas terão à disposição infraestrutura de treinamento, preparo físico, nutricionista, fisioterapia e atendimento médico. Eles devem permanecer nas cidades e clubes onde atuam e serão convocados para disputar campeonatos militares nacionais e internacionais, como é o caso dos Jogos Mundiais Militares de 2015, que serão disputados na Coréia do Sul. Eles também poderão ser chamados para outros campeonatos e mundiais, como os jogos olímpicos de 2016. “Nossa expectativa é de contribuir para que o Brasil possa conquistar o maior número de finais e representar a FAB junto aos organismos internacionais”, afirma Gagliardi.
Modalidades individuais
Marilson Gomes dos Santos, 36 anos, é corredor maratonista e acumula títulos como o tricampeonato na Corrida de São Silvestre, o bicampeonato na Maratona de Nova Iorque e recordes dos cinco mil e dez mil metros. Natural do Distrito Federal, foi na cidade satélite de Ceilândia, cerca de 26 quilômetros distante da capital, que via o ônibus azul da Aeronáutica chegar transportando os colegas que trabalhavam na instituição. Com 12 anos ele começou a correr e três anos mais tarde já estava na capital paulista numa equipe profissional. Mesmo com uma carreira consolidada no atletismo, Marilson visualizou a oportunidade de realizar um sonho de infância. “Eu espero subir muitas vezes no pódio representando a Força Aérea”.
Natural de Campinas (SP), Sarah Nikitin, 25 anos, é a primeira colocada no ranking nacional de tiro com arco, esporte que treina há 11 anos. A medalha mais recente foi conquistada nos jogos sulamericanos, disputados no Chile neste mês. A ligação da atleta com a FAB começou em 2011, durante os jogos mundiais militares disputados no Rio de Janeiro. “Eu li algumas notícias sobre os atletas militares e me interessei”, conta. No ano passado ela ficou em 8º lugar no mundial, disputado na Turquia. Para a atleta, o apoio que o programa de alto rendimento oferece é importante para os atletas profissionais manterem a prática diária. “Todo apoio é sempre bem vindo”, afirma. Ela também acredita que as Olimpíadas de 2016 consigam popularizar mais o esporte.
Diogo Selebin, 31 anos, é atleta de triatlo e recém-campeão por equipe mista nos jogos Sulamericanos, realizados na cidade chilena de Viñas Del Mar. Para ele, que disputa em média 20 provas por ano, a oportunidade de ser incorporado na FAB abre mais possibilidades para os profissionais do esporte. “São mais nove atletas de triatlo incorporados”, afirma. Marinha e Exército também têm em seus quadros competidores da modalidade.
Esportes coletivos
Na divisão de responsabilidades, a FAB o gerencia as modalidades feminina e masculina de basquete, badminton e handebol. Os esportes coletivos tiveram praticamente os times inteiros incorporados.
No caso do handebol, a maioria dos atletas são oriundos da seleção brasileira sub21. A ideia é que eles possam treinar em conjunto para ter mais entrosamento e estarem mais preparados para os campeonatos. Roney Franzini, 21 anos, é um exemplo. Jogador desde os 12 anos, ele se inspira na tática adotada pelo treinador espanhol Jordi Ribeiro com o time feminino da modalidade. “Praticamente todas jogam juntas na Hungria. Fica mais fácil”, analisa.
Patrícia Batista da Silva Parolin, 21 anos, voltou de Toulon, na França, acreditando no projeto do time brasileiro de handebol. “Não há nada melhor do que fazer o que eu gosto e poder estar no meu próprio país”, afirma. O projeto pessoal com o qual sonha e batalha todos os dias é ajudar o Brasil a conquistar a medalha olímpica para a modalidade. O time feminino venceu o campeonato mundial no ano passado disputado na Sérvia em 2013.
Ainda pouco conhecido no Brasil, o badminton é o segundo esporte mais praticado do mundo. Perde apenas para o futebol. A maioria dos adeptos é da Ásia, região que concentra as estrelas da modalidade e explica a posição de número dois na preferência mundial. Com a incorporação dos dez atletas da seleção brasileira, a Confederação Brasileira de Badminton está otimista com a possibilidade de popularizar o esporte por aqui. “Por estarmos na seleção, somos o espelho da modalidade aqui no Brasil”, explica o melhor jogador brasileiro, Daniel Paiola, 24 anos.

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Assunto(s): Defesa Nacional, Esporte

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