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Defesa e Segurança

Operação Dr. Lao combate fraudes no IBGE em Mato Grosso

Busca e apreensão

Grupo era especializado em desviar recursos públicos, por meio do uso irregular de Cartões de Pagamento do Governo Federal
por Portal Brasil publicado: 30/04/2014 11h13 última modificação: 30/07/2014 01h52

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30), a Operação Dr. Lao. O objetivo é desarticular uma organização criminosa, composta por servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Mato Grosso(MT). O grupo era especializado em desviar recursos públicos, por meio do uso irregular de Cartões de Pagamento do Governo Federal.

 Cerca de 70 policiais federais e 10 auditores da CGU participam da operação. Ao todo, estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão, 2 mandados de condução coercitiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Santo Antônio do Leverger, Cáceres, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, foi decretado o sequestro de bens móveis e imóveis dos acusados.

Durante a investigação, apurou-se que o grupo movimentou quase R$ 1,3 milhão, no período de 2010 a 2013. A atuação ocorria por meio de fraude às prestações de contas desses recursos, por meio de saques irregulares, recibos inidôneos (favorecidos que não prestam o serviço descrito ou mortos), dados de veículos incompatíveis com a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), notas fiscais frias, montagens de prestações de contas de servidores diversos por uma mesma pessoa e falsificação de assinaturas dos servidores responsáveis pela concessão e aprovação dessas prestações.

 No decorrer dos trabalhos, evidenciou-se, ainda, que sete servidores do IBGE/MT compartilham os mesmos prestadores de serviço (pessoas físicas e jurídicas), supostamente falsos, independentemente da localidade onde estão lotados ou do local onde informam terem realizado a despesa.

Os acusados responderão pelos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal Brasileiro), cuja pena de reclusão varia entre 2 e 12 anos, e associação criminosa (art. 288 do CPB), com pena de reclusão entre 4 e 8 anos. 

 O nome da operação é uma referência ao personagem do filme “As sete faces do Dr. Lao”, no qual um chinês, mestre dos disfarces, interpreta sete personagens diferentes.

Fonte:

Polícia Federal

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