Defesa e Segurança
Porto Alegre simula ataque com agentes químicos
Treinamento
Cento e oitenta militares do Exército, além de equipes da Força Estadual de Saúde, do Samu e da rede hospitalar de Porto Alegre (RS) participaram nessa quarta-feira (28), de uma simulação de ataque com agente radioativo e químico no entorno do estádio Beira-Rio. O exercício, que mostrou a capacidade de integração entre as diferentes agências envolvidas para lidar com uma situação de alto risco e com múltiplas vítimas, foi realizado nas mesmas condições em que ocorrerão as ações em caso de necessidade nos dias de jogos da Copa do Mundo na cidade.
A ação simulou a descoberta de uma mochila abandonada no entorno do Beira-Rio com um dispositivo de dispersão radiológica. Por acionamento remoto, são liberados agentes radioativo (cloreto de Césio) e químico (Dimetilamina), contaminando seguranças e torcedores. Alertados sobre o material suspeito, militares do Exército chegam ao local equipados com detector e analisador de gases. Depois de determinar o protocolo a ser seguido, agentes de diversas áreas entram em ação para resgatar as vítimas, encaminhá-las para descontaminação e, em seguida, ao atendimento médico. Enquanto isso, outro grupo do Exército faz o isolamento da área.
Toda a estrutura estava montada no Parque Marinha do Brasil, a poucos metros do estádio, onde ficará durante a Copa. No período do torneio, porém, os equipamentos ficarão embarcados em caminhões, para que, se necessário, sejam levados a qualquer ponto da cidade e montados, em cerca de 40 minutos.
O coordenador de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Comando Militar do Sul, coronel Miguel Ângelo Dziechciarz, classificou o exercício com nota 9,5. “Experimentamos aqui a pior situação possível. Essa é uma hipótese factível, e agimos exatamente com teremos de fazer em caso de necessidade. Mais complicado, só se houvesse vento espalhando esses agentes químico e radioativo pela cidade”, ponderou.
Além do posto de descontaminação total, do Exército, com capacidade para remover e descontaminar 300 pessoas por hora, tendas de atendimento médico em diferentes níveis de prioridade, ambulâncias, helicóptero, hospitais, médicos, enfermeiros e outros profissionais estarão integrados durante o período da Copa, observou o coordenador da Câmara Temática de Saúde do Comitê Gestor da Copa no Rio Grande do Sul, Eduardo Elsade.
O governo do estado investiu R$ 30 milhões na criação da Força Estadual de Saúde e desenvolveu estruturas, equipes e procedimentos que poderão ser utilizados regularmente em caso de incidentes com múltiplas vítimas em qualquer região do Rio Grande do Sul (RS).
De acordo com o coronel Dziechciarz , foi a primeira vez que uma operação desse tamanho foi realizada no estado. Segundo ele, a sinergia entre as diferentes agências foi o ponto importante, pois o trabalho integrado, com divisão de tarefas e responsabilidades, é a chave para um resultado satisfatório.
Todo o exercício simulado foi gravado em vídeo, em diversas câmeras. A operação será analisada minuciosamente na sexta-feira (30) e os eventuais ajustes serão alinhados para não haver erros durante o torneio da Fifa.
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