Cidadania e Justiça
Sistema identificará criminosos estrangeiros ainda no país de origem
Cooperação
Nesta quinta-feira (26), em visita ao Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), em Brasília, o ministro José Eduardo Cardozo anunciou uma medida que fortalece ainda mais as ações de cooperação internacional para os trabalhos de segurança pública na Copa do Mundo e após o torneio.
A Polícia Federal, que já tinha acesso antecipado a dados de qualquer passageiro que embarcasse em um voo com destino ao Brasil ou que fizesse escala no solo brasileiro, cruzará os nomes com o sistema I-24/7, cujos recursos possibilitam a identificação de estrangeiros com restrições na Justiça ainda em seu país de origem.
O sistema permite a verificação, com base na troca de informações, se o passageiro consta na base de dados da Interpol e, em caso positivo, gera um alerta. Esta mensagem é enviada para os policiais federais que trabalham no (CCPI). Estes podem atuar preventivamente, com consultas antecipadas ao país de origem do passageiro ou ao país de nacionalidade do viajante estrangeiro. O trabalho pode ser feito por um policial brasileiro ou pelos policiais estrangeiros que estão atuando no Centro de Cooperação Internacional.
Cardozo aponta que o cruzamento de informações permitirá a localização e identificação prévia de passageiros que possam representar ameaças ao Brasil. “Antes isso era feito apenas pelos Estados Unidos. Servirá como uma poderosa ferramenta no combate à criminalidade no País”, explicou o ministro.
119 já foram impedidos
Desde o início da Copa do Mundo, no dia 12 de junho, 119 cidadãos de 26 países foram impedidos, nos aeroportos e postos de imigração na fronteira seca, de ingressar no território brasileiro, informou hoje (25) a Polícia Federal (PF). Os Estados Unidos e a Argentina aparecem no topo da lista, com 35 e 26 pessoas, respectivamente, seguidos pela Nigéria, com 19. Todos os argentinos fazem parte de grupos barras bravas, considerado perigoso pela polícia argentina.
Além dos impedidos de entrar no Brasil, 60 chilenos, dos 85 que invadiram o Centro de Mídia do Estádio do Maracanã, deixaram o país até esta manhã. Dois torcedores argentinos, chamados de barrabravas, foram autuados no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, após serem reconhecidos por policiais da equipe móvel do CCPI.
Fonte:
Ministério da Justiça
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