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Defesa e Segurança

Amorim abre curso no Rio e fala de política externa

Desenvolvimento

Ministro fala sobre cooperação internacional e defesa. Parcerias com países são fontes de suprimento de tecnologia
por Portal Brasil publicado: 05/08/2014 11h27 última modificação: 05/08/2014 11h27
Divulgação/Ministério da Defesa Ministro participa de Curso Internacional de Estudos Estratégicos, no Rio de Janeiro

Ministro participa de Curso Internacional de Estudos Estratégicos, no Rio de Janeiro

Militares brasileiros e de nações amigas iniciaram, na segunda-feira (4), as atividades do Curso Internacional de Estudos Estratégicos. A capacitação, promovida pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), é ofertada pela primeira vez na instituição. O ministro da Defesa, Celso Amorim, proferiu aula inaugural no auditório da Escola, no Rio de Janeiro.

Amorim iniciou sua exposição ressaltando que “eventos como esse são uma valiosa ocasião de conhecimento mútuo, troca de experiências e aproximação”. Em seu pronunciamento, o ministro tocou em temas de política externa, cooperação internacional e defesa.

O ministro enfatizou que casos como o do Iraque e da Líbia – alvos recentes de intervenções externas - sublinham a importância do respeito às regras internacionais. E completou dizendo que iniciativas como a dos blocos Brics (Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul) e IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) são essenciais para se criar ordem global mais equilibrada.

Defesa e cooperação internacional

O ministro também explicou que, na área de defesa, “valorizamos nossas relações com os Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão, que continuam a ser fontes importantes de suprimento de tecnologia.”

Sobre cooperação com outros países no setor militar, Amorim lembrou a proposta de criação de uma Base Industrial de Defesa entre as nações sul-americanas - pilar defendido pelo Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS). Como exemplo de projeto para desenvolver o assunto, afirmou que o Brasil participa do programa de Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) que atenda às necessidades de países da América do Sul.

Ele tratou, ainda, da participação da Argentina e Colômbia no desenvolvimento do avião de transporte e abastecimento KC-390 e a aquisição pelo Exército e pela Marinha do Brasil de lanchas da Colômbia, além de outros projetos conjuntos.

Operações de paz

A respeito das operações de paz, o ministro da Defesa discorreu sobre os dez anos da presença brasileira no Haiti, por meio da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Defendeu a redução gradual das tropas e voltou a afirmar que a ONU não se pode perpetuar no país caribenho.

Citou, também, o protagonismo do Brasil à frente da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e ainda destacou a atuação do general Santos Cruz no comando da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco).

Sobre o curso

Com duração de quatro meses, o Curso Internacional de Estudos Estratégicos da Eceme é destinado a militares do Estado-Maior, nível oficial superior a coronel. Nesta primeira edição, participam, além de brasileiros, alunos da África do Sul, Egito, México, Nigéria e Paquistão.

Estiveram presentes na aula inaugural o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri; o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Carlos Augusto de Sousa (representando o comandante da Marinha); o Comandante-Geral de Apoio da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior (representando o comandante da Aeronáutica); e o comandante da ECEME, general Walter Nilton Pina Stoffel.

Medalha da Vitória

Após a abertura dos trabalhos do novo curso da Eceme, Celso Amorim entregou a Medalha da Vitória ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza Salinas, em cerimônia reservada.

A imposição da insígnia foi feita na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Na oportunidade, o ministro afirmou que a medalha é dada a personalidades que ajudaram o Brasil e a Defesa de alguma forma e destacou a participação do secretário-geral em situações de cooperação com o País, como no caso da Minustah. “A OEA teve como missão expedir documentos aos haitianos”, disse Amorim.

Fonte:
Ministério da Defesa

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