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Defesa e Segurança

Exercício da FAB aproxima pilotos e controladores

Atividade operacional

Um dos objetivos da BVR2/Sabre é fortalecer integração em ambientes de guerra; exercício reúne mais de 500 militares de 15 esquadrões
por Portal Brasil publicado: 26/08/2014 16h20 última modificação: 26/08/2014 16h20

“Na visão da Terceira Força Aérea (III FAE), essa é a forma qualificada e eficiente de fazer defesa aérea no território nacional.”

Assim o Comandante Brigadeiro do Ar Mario Luís da Silva Jordão definiu uns dos elementos fundamentais da Operação BVR2/Sabre: o fortalecimento da integração entre pilotos e controladores de voo em um ambiente de guerra.

O exercício operacional reúne mais de 500 militares de 15 Esquadrões da Força Aérea Brasileira até o próximo dia 18 de setembro em Anápolis (GO). Um total de 62 aeronaves F-5M, A-1, A-29, E-99 e KC-130, além da Aeronave Remotamente Pilotada Hermes 450 e do Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1° GDAAE), são utilizadas em missões de Controle e Alarme em Voo, Defesa Aérea, Escolta, Reabastecimento em Voo, Varredura e Vigilância e Controle do Espaço Aéreo, dentre outras.

Segundo o Brigadeiro Jordão, os procedimentos adotados representam a evolução da experiência adquirida em exercícios como a Cruzex Flight 2013 e a norte-americana Red Flag. “O que está sendo aplicado aqui representa um salto para o desempenho, avaliação e aprendizado. Entramos em uma nova fase”, completa.

O Sargento Cleyton do Nascimento Nunes, do Terceiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (3º/1º GCC), unidade localizada em Parnamirim (RN), explica que o trabalho do controlador é sequenciar e ordenar o tráfego aéreo, civil ou militar.

Para ele, no cenário de defesa aérea, o papel do controlador é fundamental para o sucesso das missões. “O ponto de vista do piloto é limitado pela dimensão da imagem fornecida pelo radar da aeronave. Já o controlador vê tudo, inclusive aquilo que está fora do espaço do radar. É justamente essa visão completa, geral, que pode fazer a diferença para o sucesso do combate”, revela.

O Sargento ainda destaca que o procedimento adotado pela Operação permite que o controlador passe a ser agora um elemento muito mais ativo e participativo na tomada de decisões. “A BVR2/Sabre é um divisor de águas. Até agora vivíamos enquanto dois mundos, bem preparados e parceiros, mas independentes. Hoje esses mundos criam uma interseção. Compartilhamos de forma mais direta, participativa e presencial táticas e técnicas específicas e, portanto, aprendemos a pensar em conjunto”, explica.

De acordo com o Coronel Paulo Roberto Moreira de Oliveira, Chefe do Estado-Maior da III FAE, fortificar a interação entre pilotos e controladores parece fácil na teoria, mas exige treinamento efetivo e prática constante.

“Qualquer processo de aprendizado chega a um ponto em que precisa interagir com outros saberes para fortalecer e aprimorar esse avanço. A Força Aérea Brasileira vive esse momento. A Operação BVR2/Sabre leva a aviação de caça para o próximo nível ao aproximar pilotos e controladores e desenvolver uma parceria cada vez mais eficiente”, finaliza.

Fonte:
Força Aérea Brasileira

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