Defesa e Segurança
Estelionatário que fraudava INSS é preso no Rio de Janeiro
Flagrante
A Polícia Federal prendeu em flagrante por estelionato, em Magé (RJ), um homem que aplicava golpes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele foi preso após realizar perícia médica para prorrogação de auxílio-doença. A fraude vem sendo aplicada desde o ano de 2005.
O estelionatário se utilizava de dados pessoais e previdenciários de trabalhadores e falsificava documentos de identidade, carteiras de trabalho, declarações médicas e exames laboratoriais. Com esses documentos, ele agendava benefícios de auxílio-doença em variadas agências da Previdência Social e comparecia às perícias como se fosse os verdadeiros segurados.
As falsificações das declarações médicas e dos exames laboratoriais eram de boa qualidade, de forma que ele conseguia obter os auxílios-doença.
Há vítimas que possuem em seu CNIS cerca de oito anos de gozo de auxílio-doença, sem nunca terem usufruído esse benefício.
Até o momento, foram identificadas seis vítimas, todas com salários próximos ao teto da previdência, o que gerava benefícios com valor mensal entre R$3.500,00 e R$4.000,00. As vítimas só tomavam conhecimento da utilização indevida de seus dados, quando iam ao INSS fazer alguma consulta ou quando as empresas onde trabalham pesquisavam a situação previdenciária dos empregados.
A fraude, além de causar prejuízo aos cofres do INSS, também atinge o patrimônio previdenciário dos trabalhadores cujos dados foram usurpados. Isso porque o gozo prolongado de auxílio-doença pode fazer com que tenham que trabalhar por mais tempo para completar a carência necessária à obtenção do benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, por exemplo.
A Polícia Federal em Niterói informa que irá demandar ao INSS a regularização das vítimas que já foram identificadas. As investigações prosseguem para identificar outras vítimas e possíveis comparsas do preso.
O preso foi autuado em flagrante delito e irá responder pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação e uso de documento público.
Fonte:
Polícia Federal
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