Você está aqui: Página Inicial > Defesa e Segurança > 2014 > 10 > Radar orbital reforçará combate ao desmatamento na Amazônia

Defesa e Segurança

Radar orbital reforçará combate ao desmatamento na Amazônia

Tecnologia

A partir de 2015, radar enviará informações principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março
por Portal Brasil publicado: 14/10/2014 11h28 última modificação: 14/10/2014 11h28
Divulgação/Jorge Cardoso/MD Ministério da Defesa se reuniu para debater a operação do radar orbital

Ministério da Defesa se reuniu para debater a operação do radar orbital

A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região amazônica contará com o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital.

O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas. Por meio dele, é possível receber informações de forma precisa durante o dia ou à noite, e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente(GGI).

Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada. Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

Fonte:
Ministério da Defesa

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Salvamento aquático e mergulho de resgate
Grupamento de Busca e Salvamento do Distrito Federal revela amor à profissão e ao dever de salvar vidas.
Profissão gratificante
Papel do Corpo de Bombeiros na sociedade é motivo de orgulho para membros da corporação.
A criação do Corpo de Bombeiros
Coordenador do Museu Histórico do Corpo de Bombeiros, major Nilo fala de advento da corporação.
Grupamento de Busca e Salvamento do Distrito Federal revela amor à profissão e ao dever de salvar vidas.
Salvamento aquático e mergulho de resgate
Papel do Corpo de Bombeiros na sociedade é motivo de orgulho para membros da corporação.
Profissão gratificante
Coordenador do Museu Histórico do Corpo de Bombeiros, major Nilo fala de advento da corporação.
A criação do Corpo de Bombeiros

Governo digital