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Defesa e Segurança

Militares brasileiros se destacam em Mundial de Pentatlo

Campeonato

Graças ao treinamento de alto nível oferecido pela Força Aérea Brasileira, atletas são destaque no 56º Campeonato
por Portal Brasil publicado: 07/11/2014 16h56 última modificação: 07/11/2014 16h57

Foram cinco dias de competição com árduas provas que vão, desde natação e basquete, a até esgrima, pista de obstáculos e prova de voo, que consiste em navegação a baixa altura cronometrada.

Mas, graças ao treinamento de alto nível oferecido pela Força Aérea Brasileira (FAB), os atletas nacionais foram destaque durante o 56º Campeonato Mundial de Pentatlo Aeronáutico (Paim), realizado no final do mês passado, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).

A equipe de Pentatlo Aeronáutico Militar do Brasil conquistou o primeiro lugar na categoria masculina. No feminino, a Noruega foi a vencedora, mas a equipe brasileira ficou em terceiro lugar na competição.

Um dos destaques do mundial foi o major aviador Eduardo Utzig (foto ao lado), que ganhou o primeiro lugar na categoria masculino individual e atingiu a marca de tetracampeão mundial de Pentatlo Aeronáutico.

O major Utzig avalia que o bom resultado atingido é fruto do treinamento exemplar. “Desde o momento de entrada nas academias da Força Aérea Brasileira (FAB), os cadetes são muito estimulados a treinar e a competir em alto nível”, explica.

“O resultado foi excelente para o Brasil e isso fortalece o nome do país no exterior: conseguimos mostrar que as coisas aqui são feitas com qualidade de excelência”, disse.

A tenente-intendente do Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica, Mellina Barbosa (foto abaixo), de 29 anos, explica que na época em que começou a treinar, quando ainda era cadete da AFA, nem existia a categoria feminina na competição.

Após conquistar o terceiro lugar na categoria individual, ela conta como o esporte complementa o treinamento da carreira. “É um esporte bem militar, a nossa rotina diária busca manter o militar em condições de combate”, explica a tenente.

Segundo a tenente, além do prazer em poder participar como mulher, há também a satisfação em representar a profissão de intendente, quadro que cuida da parte logística de qualquer operação, e que, antigamente, também não integrava a competição.

“Para mim, é um orgulho fazer parte da seleta equipe feminina e também por ser intendente, porque posso mostrar que o militar precisa ter preparo físico independentemente do quadro que ocupa”, avalia.

O capitão Joel Belo, do Esquadrão de Patrulha Marítima de Florianópolis (SC), está há 5 anos na equipe e já havia participado de outras edições do Pentatlo como reserva.

Esse ano ele ficou em terceiro lugar. “As provas são muito técnicas e, por isso, leva-se tempo até atingir um nível mais elevado”, explica.

“Foi muito gratificante saber que consegui chegar perto de atletas tão experientes, como são os meus companheiros de equipe”. O capitão explica que participar dessa competição “em casa” mexeu com o emocional.

“É uma situação especial, recebi o troféu das mãos dos meus pais. Mas, é claro que isso também faz aumentar a cobrança”, explica. Para ele, além da realização pessoal, o desempenho atingido pela equipe brasileira lhe trouxe um orgulho que ele carregará pelo resto da vida. 

“Com esse resultado, a FAB passa uma boa impressão de organização e do nível de capacidade do aviador da Força Aérea Brasileira”, conclui.

E os bons resultados conquistados também contribuem para estimular os mais jovens a seguir treinando e participando de competições.

É o caso do cadete Ariel Kaczmark, da AFA, que, apesar de ter participado como reserva, já sonha com o próximo pentatlo. “Me senti privilegiado em pertencer à equipe brasileira e a minha expectativa é pertencer a equipe titular já no próximo ano e representar o meu país com bons índices”, disse.

O campeonato

Criado após a II Guerra Mundial, para ser um complemento ao treinamento físico exigido para pilotos militares combatentes, o campeonato mostra como está o preparo das Forças Aéreas de cada país.

Na competição deste ano, participaram equipes de 58 países que competiram nas modalidades: prova de voo, tiro, natação, esgrima, basquete e o chamado scape, que engloba pista de obstáculos e orientação.

A prova de orientação simula uma situação em que o piloto foi “abatido” e precisa se evadir, ou seja, regressar ao território amigo, utilizando bússola e mapa para encontrar o caminho.

Nessa prova, vence aquele participante que a fizer em menor espaço de tempo.

Outra modalidade que retrata com clareza o nível técnico dos pilotos de cada país – e na qual o Brasil atingiu excelentes resultados - é a prova de voo, que funciona como uma espécie de rally de irregularidades.

Nela, o participante atua como navegador, estabelecendo o planejamento da missão de voo que têm objetivos pré-estabelecidos pelos organizadores da competição, como encontrar pontos selecionados no mapa.

Assim, cabe ao concorrente calcular com precisão de segundos a missão para concluir a prova no menor tempo possível.

 Fonte:

Ministério da Defesa

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