Defesa e Segurança
Operação da PF combate quadrilha suspeita de desviar R$ 57 milhões
Recursos públicos
Com o apoio da Controladoria Geral da União, a Polícia Federal deu início a Operação Plateias. O objetivo é desarticular organização formada por lobistas e agentes públicos suspeita de desvio de verba pública e direcionamento de licitações.
O prejuízo aos cofres públicos do estado de Rondônia ultrapassaria R$ 57 milhões.
Entre os contratos sob investigação, incluem-se a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), fornecimento de alimentação a hospitais e presídios, compra de medicamentos, aluguel de viaturas, serviço de vigilância armada em escolas e hospitais, contratação de empresa de publicidade, entre outros.
A operação mobilizou cerca de 300 policiais federais no cumprimento de 193 mandados judiciais nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal.
Um total de 163 pessoas foram conduzidas coercitivamente, além disso, houve 26 buscas e 4 prisões temporárias. Uma das conduções coercitivas ocorreu na Espanha.
A ação da Polícia Federal foi batizada em referência a Batalha de Plateias, ocorrida na província homônima localizada no sul da Grécia.
Na região, foram travados os últimos embates das Guerras Médicas entre as cidades-estado gregas e os persas.
Os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, fraudes à licitações, concussão e corrupção ativa e passiva.
Histórico
Iniciada em 2012, a investigação apurou que empresas interessadas em participar de processos licitatórios do Governo de Rondônia precisavam doar financeiramente formal ou informalmente para campanhas eleitorais.
A licitação era direcionada para ser vencida pelas empresas que faziam parte do esquema criminoso. Em alguns casos, havia dispensa de concorrência pública.
Também foram verificados pagamentos indevidos a agentes públicos. Foi criado um “fundo de propina” que chegava a movimentar cerca de R$ 2 milhões por mês.
Foram encontradas irregularidades em contratos das oito secretarias estaduais: Saúde, Justiça, Educação, Desenvolvimento Ambiental, Agricultura, Desenvolvimento Ambiental, Assistência Social, Obras e Serviços Públicos, além da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd). Os contratos sob suspeita superam R$ 290 milhões.
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