Defesa e Segurança
Aeronáutica forma 643 sargentos
Hierarquia
“Sempre foi meu sonho servir à Força Aérea Brasileira. Desde pequeno, gostava muito de aviões. E, agora, tornei-me o primeiro militar da minha família.”
A declaração é do terceiro sargento Arinaldo da Silva Martins. Ele e mais 642 militares de 28 especialidades se formaram nessa sexta-feira (28 de novembro) na Escola de Especialistas de Aeronáutica (Eear), localizada em Guaratinguetá (SP).
Os 643 novos sargentos pertencem a três turmas: 336 foram alunos do Curso de Formação de Sargentos (CFS); 191, do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (Eags); e 116, do Curso de Formação de Sargentos – Modalidade Especial – Básico em Controle de Tráfego Aéreo e do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento – Modalidade Especial – Básico em Eletrônica.
O aluno Roni Petson Batista Mathias, que se formou Especialista em Guarda e Segurança, já era militar. Ele entrou na FAB em 2007, como recruta. Em 2009, tornou-se soldado.
Dois anos depois, ele passou no concurso para Cabo e, no início do ano passado, começou o curso na Escola. “Agora estou pronto para cumprir mais esta missão, servindo à Força Aérea como sargento especialista”, afirma.
Já a formanda Marcela Garcia teve no pai, o subtenente do Exército Márcio José dos Santos Garcia, sua grande referência. “Ele é o meu maior exemplo”, diz a formanda. “Agora vou passar para ela tudo o que eu vivi na carreira”, conta o pai.
O primeiro colocado de cada turma recebeu das mãos do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Juniti Saito, o Prêmio Força Aérea Brasileira; e das mãos do diretor-geral do Departamento de Ensino da Aeronáutica (Depens), tenente-brigadeiro do Ar Dirceu Tondolo Nôro, o Prêmio Honra ao Mérito, do Ministério da Defesa.
Daniel Lincoln dos Santos Gonçalves foi o primeiro colocado do CFS. “Nunca pensei que eu tiraria a nota mais alta. Para mim, é uma alegria muito grande representar todos os militares com quem eu convivi por dois anos”, diz.
E, para a família, é um orgulho. “É muita felicidade, uma emoção muito forte”, resume a mãe, a dona de casa Eunice Aparecida dos Santos Gonçalves.
Os Sargentos vão ser distribuídos para trabalhar em todas as regiões do País. “Espero contribuir muito para a Força Aérea exercendo a minha função como Sargento”, ressalta o Especialista em Enfermagem Anderson Luiz Sobral Capela, que vai atuar em Fortaleza (CE).
Militares estrangeiros também concluíram o curso na Eear. Faustino Javier Arrua Torres é do Paraguai e se formou na especialidade de Equipamentos de Voo. “Eu agora me sinto mais preparado para atuar no meu país porque o ensino na Escola é muito bom, os professores são muito bons”, afirma ele.
Desde que foi fundada há 73 anos a Escola de Especialistas já formou mais de 70 mil sargentos. “Eles são a Espinha dorsal da Força Aérea Brasileira. Esperamos contribuir muito com o progresso e o crescimento da FAB e do País”, ressaltou o Comandante da Eear, brigadeiro do Ar Mauro Martins Machado.
Passo a Passo da Formatura
A cerimônia de formatura foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, e contou com a presença de autoridades civis e militares.
Inicialmente, o Comandante da Aeronáutica e o Comandante da Eear passaram em revista a tropa.
Logo depois, o aluno Daniel Lincoln dos Santos Gonçalves entregou o Estandarte da Escola ao aluno Pablo Camilo Xavier Medeiros, primeiro colocado da terceira para a quarta série.
Em seguida, os promovidos formaram, no pátio, o dispositivo de uma divisa de Terceiro Sargento. Na sequência, as madrinhas e os padrinhos colocaram as insígnias nos militares.
Posteriormente, a Bandeira Nacional, acompanhada pelo grupamento de bandeiras históricas, foi conduzida pelo segundo tenente Marcos Vicente da Silva Guimarães para a posição de destaque. Os formandos prestaram, então, o juramento.
Durante a cerimônia, houve, também, a apresentação do Grupo de Ordem Unida “Elite Especialista”. Depois, a Guarda de Honra e o Grupamento dos Novos Sargentos desfilaram, entoando a Canção do Especialista.
No final, os novos terceiros-sargentos retornaram ao pátio, cantando a Canção da Despedida; formaram o dispositivo de um Gládio Alado e, por último, procederam ao fora de forma, jogando o quepe para o alto.
Fonte:
Força Aérea Brasileira
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