Defesa e Segurança
Italiano procurado pela Interpol é preso em Pernambuco
Extradição
A Polícia Federal por meio de sua Representação Regional da Interpol prendeu nessa terça-feira (13), em Piedade (PE), um italiano de Parma, de 45 anos de idade.
Ele estava sendo procurado pela Justiça da Itália desde 2013 por supostamente favorecer a imigração clandestina para exploração da prostituição, porte ilegal de arma de fogo e crimes financeiros (bancarrota ou falência fraudulenta e sonegação fiscal).
O italiano chegou a Recife em março de 2004, tendo conseguido um visto permanente de trabalho para ficar no Brasil (na época não havia pedido de extradição formal, nem seu nome constava na Difusão Vermelha pelo governo italiano), estando o estrangeiro legalmente em território brasileiro.
Em setembro de 2014, a justiça italiana solicitou a inclusão dos seus dados na Difusão Vermelha da Interpol quando a partir daí passou a ser procurado nos 190 países que compõe a Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC).
O italiano procurado foi preso quando estava em sua residência no bairro de Piedade-Jaboatão dos Guararapes (PE) por policiais federais que já haviam feito um levantamento prévio da sua residência desde o dia 16 de dezembro de 2014, quando o Supremo Tribunal Federal determinou a prisão do estrangeiro expedindo mandado de prisão preventiva para fins de extradição solicitado pelo governo italiano.
O preso após fazer exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) foi encaminhado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna onde ficará à disposição do STF aguardando o julgamento de seu pedido de extradição.
Assim que for concedida a extradição a PF tratará de entregá-lo para a Polícia Federal Italiana que virá ao Brasil e conduzirá o preso até a Itália.
Na Polícia Federal o italiano informou que nunca se casou ou teve filhos no Brasil, sempre atualizava seus dados cadastrais na Polícia Federal, e que é proprietário de uma pizzaria no bairro de Candeias-Jaboatão dos Guararapes (PE).
Nos 10 anos em que o estrangeiro esteve residindo em Recife não existiu nenhuma informação de que ele tenha se envolvido em atos ilícitos ou que tenha cometido algum crime no Brasil da mesma natureza imputada a ele pelo governo italiano.
Fonte:
Polícia Federal
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