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Defesa e Segurança

Polícia Federal combate crimes previdenciários no Espírito Santo

INSS

Origem das fraudes remonta ao ano de 2008 e estimativa é que mais de R$ 1 milhão tenha sido desviado dos cofres da União
por Portal Brasil publicado: 24/03/2015 15h40 última modificação: 24/03/2015 15h40

Nesta terça-feira (24), a Polícia Federal deflagrou duas operações para reprimir crimes contra a Previdência Social no estado do Espírito Santo. As operações São Francisco e Água Doce mobilizaram um total de 35 policiais federais e dois servidores do Ministério da Previdência Social. A estimativa é que mais de R$ 1 milhão tenha sido desviado dos cofres públicos da União. 

Os investigados irão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e crime eleitoral, de acordo com a conduta de cada investigado.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Barra de São Francisco (ES), Água Doce do Norte (ES), Baixo Guandú (ES) e Mantena (MG).

Uma das fraudes (Operação São Francisco) ocorria com a criação de benefícios fraudulentos a partir da inserção de dados verdadeiros de pessoas físicas comuns, como CPF, entretanto, com o nome do titular ou filiação alterados, as vezes por uma única letra.

Com a ajuda de servidores envolvidos na fraude do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os benefícios eram autorizados e as contas correntes indicadas nos CPF's passavam a receber os depósitos do dinheiro.

Além de servidores do INSS, houve a participação de servidores da prefeitura de Barra de São Francisco, que eram cedidos à autarquia para suprir a falta de pessoal. Esses servidores municipais faziam uso de informações privilegiadas provenientes do fácil acesso aos bancos de dados da prefeitura local, obtendo nomes, CPF's e demais dados qualificativos de servidores municipais, em sua maioria, aposentados, que de nada sabiam.

Ao longo das investigações, a PF desarticulou outros sistemas de fraudes, sendo um deles utilizado por um político local (Operação Água Doce) que consistia em oferecer privilégios a eleitores em processos de aposentadoria e outros benefícios, chegando a cobrar valores pelo "serviço".

Uma outra irregularidade identificada foi o tráfico de influência exercido por pessoas de fora da agência da previdência que encaminhavam trabalhadores em busca de aposentadoria e outros benefícios, os quais recebiam tratamento diferenciado por servidores envolvidos no esquema de corrupção.

De acordo com a Força Tarefa Previdenciária no ES, formada pela Polícia Federal, integrantes do Ministério da Previdência Social e do Ministério Público Federal, as fraudes aconteciam desde 2008, sendo investigadas a partir de 2012.

Fonte:
Agência de Notícias da Polícia Federal 

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