Defesa e Segurança
FAB divulga relatório sobre acidente aéreo que matou Eduardo Campos
Segurança
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB), divulgou nesta segunda-feira (19) o relatório da investigação sobre o acidente aéreo que matou sete pessoas em 13 de agosto de 2014. Entre as vítimas estava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.
O documento definiu a queda do avião modelo Cessna CE 560XLS+ como resultado de “perda de controle em voo” pela tribulação, após tentativa frustrada de pouso no aeroporto de Santos (SP), identificado como SBST.
“Ao realizar uma aproximação para pouso e, após descontinuar a mesma, a aeronave curvou à esquerda após sobrevoar a pista de SBST e, em seguida, perdeu altura e colidiu contra o solo", registrou o documento, ressaltando que o correto seria a aeronave ter virado à direita.
O chefe do Cenipa, brigadeiro do ar Dilton José Schuck, afirmou que a investigação foi “exaustiva e seguiu normas e técnicas internacionais”. Ele disse que o objetivo da apuração não foi identificar “culpados”, mas sim falhas que possam contribuir para aumentar a segurança da aviação civil no País. “Nós não dividimos os fatores que contribuíram (para o acidente) como sendo de falha humana ou mecânica”, afirmou.
O relatório aponta a inexistência de problemas mecânicos da aeronave, que havia passado por manutenção em fevereiro de 2014, e estava com as revisões em dia. “Não tenho evidência nenhuma de falha mecânica”, disse o tenente-coronel aviador Raul de Souza, responsável pela investigação.
Segundo ele, entre os motivos que podem ter contribuído para a queda do avião estava a desorientação espacial sofrida pelo piloto e o copiloto depois de terem sobrevoado a pista do aeroporto após terem tentado pousar em desacordo com a carta aeronáutica de aproximação.
Isso teria sido resultado de um erro de procedimento durante a chegada à cabeceira da pista. A tripulação realizou, então, uma “aproximação descontinuada” em velocidade acima do recomendado ao longo da pista. Depois, inclinou o avião em direção ao Porto de Santos, opostos de onde devia seguir para retomar o procedimento de pouso.
A tripulação havia sido orientada a operar por instrumentos, devido às condições climáticas adversas e ao erro na rota de aproximação, mas teria tentado pousar manualmente. A decisão teria causado a perda de referencial de espaço. “Em algum momento, a tripulação perdeu o controle por instrumentos”, observou.
O relatório do Cenipa pode ser lido na íntegra aqui.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Cenipa.
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