Economia e Emprego
Empreendedoras crescem com apoio do Banco do Povo
Vitória da Conquista - Dona Dinamerita Rocha Farias, de 70 anos, vendedora de confecções no bairro Kadija e na cidade vizinha de Itambé, fez seu primeiro empréstimo de R$ 500 logo que o Banco do Povo, do município baiano de Vitória da Conquista, foi fundado, em 2000. Todos os anos, ela renova seu contrato. O último foi de R$ 5.000. Em junho de 2010, Dinamerita pretende tomar mais um empréstimo para manter seu negócio. O Banco do Povo ajuda empreendedoras como a vendedora a desenvolverem os seus negócios.
Dinamerita conta que no início tinha uma pequena barraca de confecções
e para não fechar sua atividade foi obrigada a tomar dinheiro na mão de
agiotas, algo que nunca mais pretende fazer. A empresária integra um
grupo solidário de quatro pessoas e lidera a organização para que
ninguém deixe de saldar suas prestações.
Volta por cima
De 2000 para cá, a vendedora de confecções passou por apertos como a doença do seu marido, que sofreu dois acidentes vasculares cerebrais. Há muitos anos, ela é chefe de família e sustenta sua casa com a atividade empreendedora. A empresária recomenda que os clientes que pedem emprestado ao Banco do Povo sejam corretos e paguem em dia suas dívidas.
Outra que tem caso parecido é dona Valdíria Rocha Oliveira, do bairro Alto Maron, que começou como cliente em 2000. O marido de Valdíria também sofreu problemas de saúde e a esposa precisou assumir a liderança familiar. Com a doença de seu esposo, ela foi obrigada a parar sua atividade por uns tempos, mas não desanimou e voltou a tomar dinheiro no Banco do Povo.
Hoje dona Valdíria faz bordados, doces e vai ampliar seu negócio com papelaria. Em abril, quando o Banco do Povo de Vitória da Conquista completa 10 anos, a empresária pretende tomar R$ 2.000 para novos investimentos. Valdíria chega a faturar por mês cerca de R$1.000.
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