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Economia e Emprego

Analistas apostam em alta dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária

por Portal Brasil publicado: 26/04/2010 19h22 última modificação: 28/07/2014 09h25

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam elevação de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa na terça (27) e termina na quarta-feira (28). Atualmente a Selic está em 8,75% ao ano. As informações constam no boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo BC.

Para o final deste ano, a estimativa para a Selic subiu de 11,50% para 11,75% ao ano. Ao fim de 2011, a expectativa é de 11,25% ao ano, a mesma projeção anterior.


O Copom eleva a Selic quando considera que a economia está muito aquecida e com expectativa de aumentar a inflação. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação.

Na projeção dos analistas, o IPCA deve ficar em 5,41% neste ano, contra 5,32% previstos no boletim anterior. Essa é a 14ª elevação seguida da estimativa. Para 2011, foi mantida a expectativa de 4,80%. As estimativas para o índice estão, portanto, acima do centro da meta de inflação.

O boletim Focus também traz projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), neste ano oscilou de 5,45% para 5,50% e foi mantida em 4,50% em 2011.

Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) a elevação na projeção foi de 7,33% para 8,01%, neste ano, e de 4,81% para 4,96%, em 2011.

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) deve fechar este ano em 8,03%, contra 7,99% previstos pelos analistas. Para 2011, não houve alteração na projeção (4,80%).

A projeção para os preços administrados foi mantida em 3,60% neste ano e em 4,50% em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros.

Fonte:
Agência Brasil

 

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