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Economia e Emprego

Analistas aumentam projeção dos juros para o final de 2010

por Portal Brasil publicado: 19/04/2010 18h19 última modificação: 28/07/2014 09h25

Segundo o Boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia, aumentou a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, de 11,25% para 11,50% ao ano.

Na próxima reunião, que acontecerá nos dias 27 e 28 de abril, os analistas esperam que a taxa seja ajustada dos atuais 8,75% para 9,25% ao ano, a mesma projeção anterior. Para o final de 2011, os analistas mantiveram a expectativa em 11,25% ao ano.

O BC aumenta a taxa Selic quando considera que a economia está aquecida e a trajetória esperada da inflação é de alta. Na avaliação dos analistas, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2010 em 5,32%, contra 5,29% previstos no boletim da semana passada. Os analistas tem aumentado as estimativas para o índice neste ano há 13 semanas consecutivas. Para 2011, foi mantida a projeção de 4,80%.

A projeção para o IPCA neste ano e no próximo está acima do centro da meta de inflação que é de 4,5%, mas ainda dentro do limite superior, de 6,5%.

O boletim também traz projeções para outros índices de inflação. Subiram as estimativas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), de 7,11% para 7,33%, para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), de 7,69% para 7,99% e também para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,39% para 5,45%.

Em 2011, os analistas esperam um IGP-DI de 4,81%, contra 4,70% previstos anteriormente. No caso do IGP-M foi mantida a projeção de 4,80%. Também permanece inalterada a estimativa para o IPC-Fipe em 4,50%.

A projeção para os preços administrados caiu de 3,70% para 3,60% em 2010, e foi mantida em 4,50%, em 2011. Os preços administrados são os cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Fonte:
Agência Brasil

 

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