Economia e Emprego
Brasil e China debatem exportações de carnes, lácteos e citros
Governos de Brasil e China debateram, nesta quinta-feira (15), as principais questões do comércio agropecuário bilateral, durante a segunda sessão da Subcomissão de Inspeção e Quarentena, da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban), em Brasília (DF).
Entre os principais temas de interesse brasileiro estão as exportações de carnes suína e bovina in natura, lácteos, gelatina, tabaco, couro e citros. Há dois anos, a China tornou-se o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com receita de US$ 8,9 bilhões, em 2009. Esse valor foi equivalente a cerca de 14% dos embarques agropecuários nacionais. O principal produto exportado foi a soja, totalizando US$ 6,75 bilhões.
Para o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, a intenção do governo brasileiro é diversificar a pauta exportadora. ”Uma forma de descentralizar as vendas é abrir o mercado chinês para as carnes bovina e suína in natura”, comentou.
A China reconhece, atualmente, toda a área brasileira livre de febre aftosa com vacinação, que compreende 17 unidades federativas. Esse reconhecimento é pré-requisito para o início dos embarques e o próximo passo é a habilitação de frigoríficos. A abertura para a carne de frango foi uma das grandes conquistas comerciais do setor em 2009. Os chineses importam mais de US$ 1 bilhão por ano e, desde o início dos embarques, no segundo semestre do ano passado, o Brasil exportou US$ 37,6 milhões do produto.
Os responsáveis pelo encontro são o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ).
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