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Economia e Emprego

Empresários buscam parceria com mercado muçulmano

por Portal Brasil publicado: 15/04/2010 12h25 última modificação: 28/07/2014 09h25

Termina nesta quinta-feira (15) a visita do grupo de empresários brasileiros ao Egito. Eles seguem depois para o Cairo. Liderados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, estão empenhados em transformar os países muçulmanos da África em parceiros preferenciais do Brasil e do Mercosul.

O objetivo é fazer uma intensa rodada de negócios, segundo explicou o ministro. No Egito, os principais produtos de interesse em relação ao Brasil são o minério de ferro, a carne bovina, o açúcar de cana e os aviões.

Miguel Jorge pediu aos empresários que se esforcem para realizar parcerias com os egípcios. Segundo afirmou, é necessário fortalecer a atuação do Mercosul com os países africanos em reação ao avanço chinês. "Vamos juntar esforços de empresas brasileiras e árabes que trabalham na África para que possamos competir melhor com os concorrentes, especialmente os chineses", disse.

Os empresários se mostram otimistas para a rodada de negócios. "Acredito que há espaço para crescer muito para este lado do mundo, principalmente no meu setor, por isso não tem nada que me canse", disse a empresária Bianca Linck, que trabalha com algodão hospitalar e panos de chão.

De modo semelhante pretende agir o empresário Mário Quinto di Cameli, que atua no setor de equipamentos para o setor de manufaturados. "Sou paciente e firme. Este é o modo de negociar. Gosto do que faço, portanto estou preparado para a maratona".

Com aproximadamente 83 milhões de habitantes, o Egito é considerado um mercado atrativo e interessante para os empresários brasileiros e com margem para ser ampliado.

Somente em 2009, as exportações brasileiras ao Egito somaram US$ 1,305 bilhão. A participação egípcia nas exportações totais do Brasil subiu de 0,7% para 0,9%. Nas importações, houve queda de 58,4% nas aquisições, passando de US$ 203,1 milhões para US$ 84,4 milhões. A participação do país no total das aquisições nacionais foi de 0,07% no acumulado do ano.

Fonte:
Agência Brasil

 

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