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Economia e Emprego

Governo poderá leiloar feijão para conter alta nos preços

por Portal Brasil publicado: 27/04/2010 10h45 última modificação: 28/07/2014 09h25

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) planeja doar e leiloar no final de maio o estoque de aproximadamente 180 mil toneladas de feijão para regular o preço do produto, que registrou alta este mês. O leilão deve começar pelo Paraná, estado com maior estoque e grãos de mais qualidade.

No momento, o Ministério da Agricultura avalia as condições do estoque da Conab e os possíveis impactos do leilão no mercado rural. “Por ser antigo, nosso feijão perde um pouco o valor comercial e também temos que levar em consideração se tal medida não vai prejudicar os produtores”, ressalta o superintendente de Operações Comerciais da Conab, Moraes Filho. Além da venda, parte do produto será doado a comunidades que sofrem com insegurança alimentar.

A saca de 60 quilos, explica o superintendente, é vendida em média a R$ 80, mas agora chega a R$130. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do país –, o preço do feijão carioca chegou a subir 30,10% só em abril. No mês anterior, ele havia sofrido uma queda de 1,87%. O mesmo índice mostra que em abril do ano passado a deflação havia sido de 11,38%.

A alta nos preços pode ser explicada justamente pela baixa no ano passado, como explica Moraes Filho. “Em 2009, o feijão foi vendido a preço mínimo e por isso o agricultor ficou desestimulado a produzir, houve uma diminuição da área plantada e o preço subiu”.

Para o professor do Núcleo de Economia Agrícola do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Antonio Marcio Buainain, o fator climático é o grande responsável pela queda da produção. “O feijão tradicionalmente tem mercado muito sensível ao resultado da oferta e o preço reage imediatamente”, explicou.

Ele acredita que a intervenção da Conab não será prejudicial para os agricultores, mas pode desapontar os comerciantes. “A maior parte dos estoques está na mão dos comerciantes. Se o leilão tiver êxito, quem estava esperando para vender mais caro não vai conseguir”, avalia.

Fonte:
Agência Brasil

 

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