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Economia e Emprego

Projeção de analistas para inflação oficial tem 16º aumento consecutivo

por Portal Brasil publicado: 10/05/2010 15h15 última modificação: 28/07/2014 09h22

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram pela 16ª semana seguida a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,42% para 5,50%. Para 2011, a projeção para o IPCA foi mantida em 4,80%. As informações constam do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo BC.


As estimativas para o IPCA estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso usa a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece em junho, a taxa seja ajustada dos atuais 9,50% ao ano para 10,25% ao ano.

Os analistas mantiveram a previsão da taxa ao final de 2010, que deve estar em torno de 11,75% ao ano. Para 2011, a projeção foi ajustada de 11,25% ao ano para 11,50% ao ano.


Projeção de preços gerais da economia

O boletim Focus também traz estimativas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A projeção para esse índice, neste ano, passou de 8,05% para 8,24%. Em 2011, a expectativa foi mantida em 5%.

Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 8,28% para 8,53%, em 2010. No próximo ano, os analistas esperam que chegue a 4,98%, contra os 4,82% previstos anteriormente.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) oscilou de 5,53% para 5,51%. Para 2011, a estimativa para o IPC-Fipe permanece em 4,5%.

A expectativa dos analistas para a alta dos preços administrados passou de 3,65% para 3,60%, em 2010, e de 4,50% para 4,53%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Fonte:
Agência Brasil

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