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Economia e Emprego

BC diz que inadimplência deve ficar estável nos próximos meses

por Portal Brasil publicado: 23/06/2010 17h19 última modificação: 28/07/2014 09h23

De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (23), a inadimplência deve ficar estável e pode até cair nos próximos meses. Considera-se como inadimplência os atrasos superiores a 90 dias. Em maio, a inadimplência para as empresas registrou 3,7%, valor 0,1% maior do que o registrado anteriormente. Para as famílias, a taxa permaneceu 6,8%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, os atrasos inferiores a 90 dias estão estáveis ou em queda, dependendo da modalidade. “Isso prenuncia inadimplência estável para os próximos meses”, disse. O motivo para a redução nos atrasos é o aumento do emprego e da renda.

Apesar da queda na inadimplência, as taxas de juros cobradas nos empréstimos estão mais altas, em virtude do momento de elevação da taxa básica, a Selic, que serve de referência para os juros cobrados nos empréstimos. Quando as instituições esperam um aumento da Selic e depois que a alta ocorre efetivamente, os juros cobrados nos empréstimos também costumam subir.

De acordo com dados do BC, a taxa média de juros cobrada das pessoas físicas teve aumento de 0,4 % em maio, passando para 41,5% ao ano, na comparação com o mês de abril. No caso das empresas, a alta foi de 0,7 %, totalizando 27% ao ano. Nos dados preliminares de junho, as taxas estão estáveis, mas isso não significa que ficarão inalteradas até o final do mês, diz Lopes.

“No momento de elevação das taxas, geralmente se observa um quadro de aumento de prazos”, disse Lopes. Segundo o BC, o prazo médio para as empresas subiu 12 dias, totalizando 363 dias corridos, de abril para maio. No caso das pessoas físicas, o aumento foi de 6 dias, passando para 515 dias.

Fonte:
Agência Brasil

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