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Produção industrial caiu 1,0% em junho, diz IBGE

por Portal Brasil publicado: 03/08/2010 12h23 última modificação: 28/07/2014 09h26
Foto: Divulgação/Departamento Nacional de Produção Mineral A queda na produção industrial foi generalizada e alcançou vinte categorias de uso

A queda na produção industrial foi generalizada e alcançou vinte categorias de uso

Em junho de 2010, a produção industrial do País recuou 1,0% frente a maio, na série livre de influências sazonais. Foi a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando assim perda (-2,0%) nos três meses do período (abril, maio e junho).

 

Em relação a igual mês de 2009 houve expansão de 11,1%, a menor marca desde os 5,3% assinalados em novembro do ano passado. Com isso, o acumulado no ano (16,2%) ficou abaixo do registrado nos últimos meses.

 

Segundo análise do IBGE, a queda na produção industrial. entre maio e junho foi generalizada, e alcançou vinte dos vinte e sete ramos pesquisados e todas as categorias de uso.

 

Entre os setores, o principal impacto negativo recaiu sobre outros produtos químicos (com queda de 4,4%), seguido de máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,6%), alimentos (-1,6%), produtos de metal (-5,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-4,9%), farmacêutica (-3,4%) e veículos automotores (-1,1%).

 

Entre as sete atividades que avançaram a produção, os ramos que exerceram as influências positivas mais relevantes foram de refino de petróleo e produção de álcool (2,6%), edição e impressão (2,9%) e bebidas (2,6%).

 

No corte por categorias de uso, ainda na comparação com o mês anterior, a queda mais acentuada foi observada em bens de consumo duráveis (-3,2%) após ficar praticamente estável nos últimos três meses: 0,1% em março e abril e -0,1% em maio.

 

O segmento de bens de capital, ao recuar 2,1%, também mostrou redução acima da média global (-1,0%), e assinalou o primeiro resultado negativo desde março de 2009.

 

Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) e de bens intermediários (-0,7%) também apontaram índices negativos, com o primeiro setor acumulando perda de 3,0% em três meses de queda, e o segundo interrompendo sequência de três taxas positivas, período em que avançou 2,2%.

 

Média móvel trimestral recua 0,7%

Com os resultados negativos nos últimos três meses, o desempenho de junho confirma a redução no ritmo da atividade industrial, com o índice de média móvel trimestral recuando (-0,7%) na passagem de maio para junho e interrompendo a trajetória de crescimento presente há quinze meses.

 

Essa inversão de sinal também foi observada em bens intermediários (-0,1%) que também reverteu quinze meses de taxas positivas.

 

Nas demais categorias de uso, bens de consumo duráveis (-1,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,0%) registraram as quedas mais acentuadas, enquanto bens de capital (0,2%), único com resultado positivo em junho, exibiu o ganho menos intenso desde maio de 2009.

 

Máquinas, equipamentos e veículos automotores puxaram crescimento industrial

Na comparação entre junho de 2009 e 2010, a produção industrial mostrou expansão de 11,1%, com a maior parte (22) dos vinte e sete setores apontando taxas positivas.

 

Os impactos positivos mais relevantes sobre a média global vieram de veículos automotores (22,3%) e de máquinas e equipamentos (38,6%).

 

Entre as atividades que recuaram na produção, as que exerceram as maiores contribuições negativas sobre a indústria geral foram: farmacêutica (-7,5%), fumo (-10,4%) e outros equipamentos de transporte (-3,6%). Nestes ramos, os produtos com maior influência foram medicamentos, fumo processado e aviões, respectivamente.

 

Ainda na comparação com junho de 2009, os índices por categorias de uso confirmam o padrão de crescimento observado ao longo deste ano, com liderança de bens de capital (26,8%), com ritmo bem acima da média industrial (11,1%), seguido por bens intermediários (12,1%), que também apontou taxa positiva de dois dígitos.

 

As demais categorias de uso cresceram abaixo do resultado global da indústria: bens de consumo duráveis (6,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (6,2%).

 

Fonte:
IBGE


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