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Seminário em Brasília vai debater agricultura sustentável

por Portal Brasil publicado: 09/08/2010 11h20 última modificação: 28/07/2014 09h27
Divulgação/Ministério do Desenvolvimento Agrário A ideia é dar novo enfoque à agricultura sustentável, com ações que reduzam o aquecimento global

A ideia é dar novo enfoque à agricultura sustentável, com ações que reduzam o aquecimento global

A difusão de práticas que estimulam novo enfoque à agricultura sustentável, com ações que reduzem o aquecimento global, é a proposta do seminário que será realizado nos dias 17 e 18 de agosto, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. A ideia é capacitar gestores e técnicos que atuam na agricultura, meio ambiente, pesquisa, extensão rural e desenvolvimento agrário, para que se tornem multiplicadores dessas ações em suas unidades de trabalho nos estados. 

 

Pesquisadores apresentarão cinco temas: recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), fixação biológica de nitrogênio e o cultivo de florestas comerciais. Além disso, os participantes serão informados sobre o plano setorial de redução e adaptação às mudanças climáticas visando à consolidação de uma economia de baixa emissão de carbono e as bases para estabelecer estimativas de diminuição de gases de efeito estufa pelo setor agrícola. São esperados cerca de 150 participantes.

 

A aplicação de recursos prevista é de R$ 2 bilhões em técnicas que garantem a sustentabilidade no campo, com balanço positivo entre sequestro e emissão de dióxido de carbono (CO2). Estão garantidos recursos a agricultores e cooperativas, com limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário. O crédito será financiado com taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso de 12 anos.

 

O Ministério da Agricultura pretende ampliar, em dez anos, a área atual com uso do plantio direto em oito milhões de hectares, passando de 25 milhões para 33 milhões de hectares. Esse acréscimo vai permitir a redução da emissão de 16 a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. A técnica dispensa o revolvimento do solo, ao fazer a semeadura direta na palha da cultura anterior, preservando os nutrientes do solo e aumentando a produtividade da lavoura.

 

Outro mecanismo que garante a retenção de carbono no solo é o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). De acordo com a técnica, o agricultor pode alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área, recuperar o solo e ainda incrementar a renda. A meta do programa é aumentar, na próxima década, a utilização do sistema em quatro milhões de hectares, reduzindo de 18 milhões a 22 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

 

O plantio de florestas comerciais de eucalipto e pinus, por exemplo, também proporciona renda extra para o produtor com balanço positivo na emissão de carbono. A intenção do ministério é aumentar a área de florestas, até 2020, de seis milhões de hectares para nove milhões de hectares. Isso poderá resultar na diminuição da emissão de oito milhões a dez milhões de toneladas de CO2 equivalentes, no decênio.

 

A meta do crescimento da recuperação é de 15 milhões de hectares de áreas degradadas, saindo dos atuais 40 milhões para 55 milhões e reduzindo entre 83 e 104 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. A fixação biológica do nitrogênio auxilia no sequestro de carbono, estima-se que o recurso iniba a emissão de gases de 16 a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes e seja empregado em 16,5 milhões de hectares, em 2020, ante os 11 milhões de hectares neste ano.

 

Fonte:
Ministério da Agricultura


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