Economia e Emprego
Brasil conhece iniciativa mexicana de certificação profissional
Uma equipe de coordenadores da Rede Nacional de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada (Rede Certific) esteve no México para conhecer as estratégias do país para certificação de saberes adquiridos fora da escola. Tradição em países como França e México, esse tipo de certificação foi instituída no Brasil a menos de um ano, através de portaria interministerial.
A Rede Certific testa e reconhece a qualificação de trabalhadores que adquiriram conhecimento na prática profissional, sem formação específica. A previsão é de que, quando estiver em pleno funcionamento, a rede possa atingir 30 milhões de trabalhadores em todo Brasil. No México, a iniciativa acontece há 12 anos e promove a diplomação de 300 mil trabalhadores anualmente.
Existem diferenças entre a iniciativa brasileira e a mexicana. No Brasil, todo processo pode ser feito sem custos. O candidato é entrevistado por uma banca de especialistas e pode receber o certificado comprovando sua qualificação ou ser encaminhado para obter mais formação específica. Se for constado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para depois ser certificado. O processo brasileiro pode durar meses ou anos, mas junta formação profissional e elevação de escolaridade.
Já no México, o processo de certificação dura em média duas horas e meia e o trabalhador para uma taxa. Segundo a coordenadora nacional do Certific, Sônia da Costa, no país os candidatos que não comprovam domínio suficiente das técnicas são dispensados, sem receber uma formação.
No México, a missão brasileira assistiu a três experiências de certificação no Colégio Nacional de Educação Técnico-Profissional do México (Conalep). A primeira foi em mecânica automotiva, a segunda em turismo e a terceira em informática. Todos os candidatos foram certificados em duas horas e meia.
Os trabalhadores interessados em ter reconhecimento da Rede Certific devem fazer parte das áreas atendidas pelo projeto: pesca, construção civil, turismo e hospitalidade, eletroeletrônica e música. As inscrições vão até esta sexta-feira (10), e devem ser feitas no instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. Até a primeira semana de setembro, o número de inscritos já havia chegado a 2,6 mil trabalhadores.
Fonte:
Ministério da Educação
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