Economia e Emprego
PIB cresce 1,2% e chega a R$ 900,7 bi
Em relação ao primeiro trimestre de 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre cresceu 1,2%. A agropecuária registrou o maior aumento (2,1%), seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com 2009, o PIB cresceu 8,8%. Dentre as atividades econômicas, destacou-se a indústria (13,8%), seguida pela agropecuária (11,4%) e pelos serviços (5,6%). No acumulado no ano de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, o PIB variou 8,9%. O PIB em valores correntes alcançou R$ 900,7 bilhões.
Em relação aos componentes da demanda interna, destaque para o crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF), com expansão de 2,4% no segundo trimestre deste ano. A despesa de consumo das famílias cresceu 0,8%, enquanto a despesa de consumo da administração pública cresceu 2,1%. Pelo lado do setor externo, tanto as exportações (1,0%) como as importações de bens e serviços (4,4%) apresentaram crescimento.
Todas as atividades industriais apresentaram crescimento com relação a 2009, sendo que a maior expansão se deu na construção civil (16,4%). Além disso, houve um aumento de 14,1% na extrativa mineral, seguida pela indústria de transformação (13,8%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (10,8%).
A taxa da agropecuária pode ser, em grande parte, explicada por dois fatores: aumento da produtividade e desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre. Esse é o caso, por exemplo, da soja, do café, do milho e do algodão, com estimativas de aumento de produção, no ano de 2010, de 19,8%, 13,2%, 4,4% e 2,2%, respectivamente.
Entre os serviços, todas as atividades registraram variações positivas, com destaque para o comércio (atacadista e varejista), com crescimento de 11,8%, transporte, armazenagem e correio (11,2%), intermediação financeira e seguros (9,8%). Os serviços de informação cresceram 3,4%.
Frente a 2009, a formação bruta de capital fixo tem maior expansão da série histórica
Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias cresceu 6,7%, a 27ª variação positiva consecutiva nessa comparação. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o crescimento de 7,3% na massa salarial real, no segundo trimestre de 2010, aliado, no mesmo período, ao aumento nominal de 17,1% do saldo de operações de crédito para as pessoas físicas. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 5,1%.
Mas o principal destaque veio da formação bruta de capital fixo, que teve expansão de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2009. Dentre os fatores que contribuem para explicar esse crescimento, destacam-se a expansão da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos, bem como o comportamento da taxa básica de juros Selic no período, além da baixa base de comparação do 2º trimestre de 2009.
Pelo lado da demanda externa, as exportações (7,3%) e as importações de bens e serviços (38,8%) apresentaram crescimento. A valorização cambial ajuda a explicar o maior crescimento relativo das importações, e os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram siderurgia, refino do petróleo e petroquímicos, veículos, têxteis, borracha, equipamentos eletrônicos, extrativa mineral, e material elétrico.
Fonte:
IBGE
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