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Economia e Emprego

Geração de empregos deve seguir aquecida em 2011, diz Diesse

por Portal Brasil publicado: 27/10/2010 18h57 última modificação: 28/07/2014 09h29

O mercado de trabalho deverá continuar aquecido em 2011, previu o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Segundo o diretor, além do crescimento natural do Produto Interno Bruto (PIB), no próximo ano devem ser criados postos de trabalho decorrentes de investimentos na infraestrutura e preparação das cidades para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“O País tem, de fato, perspectiva de crescimento econômico para os próximos anos, especialmente no ano que vem, com redução do desemprego e continuidade do crescimento da renda média”, afirmou Ganz Lúcio após a divulgação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita em conjunto com a Fundação Sisrtema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

O diretor também prevê a possibilidade da taxa de desemprego reduzir-se a um dígito nas sete regiões metropolitanas pesquisadas pela PED. Em setembro, a taxa caiu de 11,9% para 11,4%, o menor índice dos últimos 21 meses. Das sete regiões metropolitanas pesquisadas, a única que registrou aumento do desemprego foi a de Belo Horizonte, onde a taxa passou de 7,5% para 7,6%. Para os técnicos do Dieese, a diferença de 0,1 % caracteriza a variação do índice como “estatisticamente estável”.

A taxa de desemprego mais elevada foi a da região metropolitana de Salvador (16,2%). São Paulo foi a que registrou maior queda entre agosto e setembro (-6,5%), passando de 12,3% para 11,5%. Nas demais foram constatados os seguintes resultados: Distrito Federal passou de 13,4% para 13%; Fortaleza, de 9,2% para 8,7%; Porto Alegre, de 8,7% para 8,5%; e Recife, de 15,9% para 15,3%.

No conjunto, o total de desempregados foi estimado em 2,516 milhões de pessoas, queda de 109 mil em comparação com o mês anterior. Foram gerados 153 mil postos de trabalho, um aumento no nível de ocupação de 0,8%. A redução no estoque de desempegados só não foi maior porque, no período, 44 mil pessoas passaram a procurar emprego.

A maior quantidade de novas vagas foi verificada no setor de serviços (163 mil), alta de 1,6% sobre agosto e de 4,5% sobre setembro do ano passado. Na indústria, ligeira queda na variação mensal (-0,9%, com o fechamento de 27 mil postos), mas, comparado a setembro do ano passado, houve aumento de 7,6%, com a criação de 209 mil empregos. No comércio, as ofertas cresceram 0,4% sobre agosto, com a abertura de 13 mil vagas, e 5,7% sobre setembro de 2009, com 173 mil contratações.

A pesquisa mostra ainda que a massa de rendimento dos assalariados aumentou 7,4% entre setembro de 2009 e agosto deste ano.


Fonte:
Agência Brasil

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