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Economia e Emprego

Café arábica brasileiro será negociado na Bolsa de Nova York

por Portal Brasil publicado: 10/12/2010 10h24 última modificação: 28/07/2014 09h30

O café arábica brasileiro poderá ser negociado na Bolsa de Nova York. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração da Bolsa, que é o principal mercado de formação de preços desse tipo de produto, em que são negociados exclusivamente os cafés lavados. “A bolsa percebeu que o Brasil tem participação importante nesse mercado, já que somos o maior produtor e exportador de café do mundo”, enfatiza o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Robério Silva.

A medida atende pedido do Ministério da Agricultura brasileiro, feito em junho deste ano, ao chefe de operações da Bolsa, Thomas Farley. O ministro Wagner Rossi no pedido acrescentou, ainda, que os testes de qualidade realizados pelos peritos da bolsa concluíram que há qualidade dos Cafés do Brasil e que o produto está em conformidade com as especificações e os padrões de qualidade do contrato C.

O País dispõe de um parque produtor que ocupa 2,1 milhões de hectares. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de café deverá alcançar mais de 47 milhões de sacas nesta safra. “Esse resultado está relacionado às transformações da cafeicultura nos últimos anos, como a evolução tecnológica, por meio de avanços na área genética das plantas, dos sistemas de plantio, irrigação e mecanização”, explica Silva.

Ao todo, 14 estados produzem café em 1,9 mil municípios e o País tem a vantagem de produzir variados tipos do produto, o que amplia a capacidade de atender as exigências mundiais. O setor é responsável por empregar direta ou indiretamente oito milhões de pessoas.

Hoje, 19 países produtores são certificados pela Bolsa de Nova York para emissão de contratos para essa variedade: Burundi, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador,Guatemala, Honduras, Índia, México, Nicarágua, Nova Guiné, Panamá, Peru, Quênia, República Dominicana, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Venezuela.

No Brasil, o café arábica natural, principal variedade produzida no País, é negociado na BM&F/Bovespa e o café robusta, no London Terminal Market.

 

Fonte:
Ministério da Agricultura

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