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Inflação tem a maior alta desde fevereiro, aponta FGV

por Portal Brasil publicado: 08/12/2010 12h46 última modificação: 28/07/2014 09h30
Divulgação/Incaper As frutas foram um dos principais destaques de alta (3,95% para 5,67%)

As frutas foram um dos principais destaques de alta (3,95% para 5,67%)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 1,14% na primeira prévia de dezembro, o que representa um acréscimo de 0,14 ponto percentual sobre o resultado apurado no fechamento de novembro (1,00%). Foi a maior taxa desde fevereiro deste ano quando a variação havia alcançado 1,33%.

Os alimentos continuam liderando as altas de preços com oscilação na média de 2,72% ante 2,27% na última pesquisa. Só as frutas aumentaram 5,67% ante 3,95% e os adoçantes 9,11% contra 7,14%. Também pertencem ao grupo alimentação os cinco itens que mais influenciaram na alta do IPC-S: alcatra (de 11,80% para 12,88%); açúcar refinado (de 8,43% para 11,05%); carne moída (de 8,36% para 9,36%); contra-filé (de 10,74% para 11,17%) e filé mignon (de 22,62% para 24,88%).

Outros três grupos também apresentaram índices superiores aos da última pesquisa: saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,47%), puxado pelos reajustes nos serviços prestados pelos salões de beleza (de 0,72% para 1,10%); despesas diversas (de 0,31% para 0,37%) com destaque para as rações de animais domésticos (de l,58% para l,82%) e habitação (de 0,43% para 0,45%) sob o efeito das correções do aluguel residencial (de 0,66% para 0,79%).

Em educação, leitura e recreação foi mantida a estabilidade com a taxa de 0,34%. Neste segmento, foram observadas altas na passagem aérea (de 5,86% para 9,81%) ao mesmo tempo em que caíram os preços nas salas de espetáculo (de 0,01% para -1,40%).

Nos demais grupos ocorreram aumentos com taxas inferiores ao encerramento de novembro: em vestuário os preços subiram 0,76% sobre uma alta anterior de 1,01% com destaque para os calçados (de 1,31% para 0,71%). Em transportes, as elevações ficaram na média de 0,69% ante 0,67% com reflexo do valor cobrado pela gasolina que vem perdendo força (de 1,36% para 1,06%).


Fonte: 
Agência Brasil

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