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Economia e Emprego

Mantega faz balanço da economia em reunião com Lula

por Portal Brasil publicado: 31/12/2010 11h59 última modificação: 28/07/2014 09h30

O ministro da Fazenda Guido Mantega encontrou-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (30) para fazer um balanço da economia brasileira nos oito anos de governo.

De acordo com Mantega, foram assinadas as medida provisórias que estabelecem reajuste de 5,88% do salário mínimo, alterando o valor para R$ 540, e novas medidas para estimular o financiamento de longo prazo pelo setor privado. As medidas têm como objetivo baratear o crédito de longo prazo.

O ministro acredita que a perspectiva sobre o impacto do novo salário mínimo nas contas públicas é “muito boa”, e que, nesse valor, o aumento não trará pressão à Previdência Social.“Isso nos ajuda a manter o equilíbrio fiscal que sempre perseguimos.”, declarou.

Ele esclareceu, ainda, que em 2012 o salário mínimo se beneficiará do aumento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para este ano de 2010. Mantega disse que os últimos oito anos foram o período em que o salário mínimo mais cresceu na historia do País.


Inflação 

Com relação aos atuais movimentos inflacionários, Mantega afirmou que está havendo queda de preços e destacou que o ano de 2010 terminará com a economia aquecida e inflação controlada. “Não há nenhum perigo de fugir das metas”, reforçou. Tanto para 2010 quanto para 2011, a meta da inflação é de 4,5%, podendo oscilar entre 2,5% e 6,5%.

O ministro adiantou que haverá uma redução do nível de atividade em 2011 em relação a 2010, mas que “isso também vai ajudar a manter a inflação sob controle”. Para o próximo ano, ele avaliou que haverá oscilações em função dos preços das commodities e dos alimentos, como ocorreu no primeiro e no último trimestre de 2010. 


Superavit primário

O ministro da Fazenda garantiu que o superavit primário de 2011 será cumprido com 3,1% do PIB, considerando o setor público consolidado. Mantega explicou que o governo terá de fazer um primário maior, porque o PIB também será maior. A estratégia será reduzir de gastos e impedir novos aumentos de despesas. 

Mantega adiantou que, além do superavit primário cheio, haverá uma poupança adicional. Segundo ele, a ‘sobra’ ocorrerá em função de medidas que já vem sendo adotadas para redução de gastos públicos e poderá ser direcionada para o Fundo Soberano Brasileiro ou para desonerações.

O ministro disse ainda que a relação dívida/PIB será superior a 40% este ano, resultado melhor do que em 2009. “Essa relação deverá continuar caindo, fechando abaixo de 38% em 2011”, previu. 


Fonte:
Ministério da Fazenda

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