Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2010 > 12 > Medidas de restrição ao crédito tornarão mais rentáveis algumas aplicações financeiras

Economia e Emprego

Medidas de restrição ao crédito tornarão mais rentáveis algumas aplicações financeiras

por Portal Brasil publicado: 06/12/2010 12h10 última modificação: 28/07/2014 09h30

Ao mesmo tempo em que restringem o crédito, as medidas anunciadas pelo Banco Central (BC) têm reflexo sobre os investimentos. Se o aumento de juros decorrente dessas ações encarece os empréstimos e financiamentos, as taxas mais altas tornarão mais rentáveis as aplicações em certificados de depósitos bancários (CDB).

Os CDB são um dos principais meios pelos quais os bancos captam recursos para emprestar aos clientes. As instituições pegam dinheiro dos aplicadores e, em troca, devolvem a quantia acrescida de juros, que são mais baixos do que os cobrados dos clientes nas operações de crédito. As novas normas farão as taxas do CDB aumentar, principalmente por causa da atuação dos grandes bancos.

Com o aumento do compulsório, quantia que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central, R$ 61 bilhões serão retirados de circulação da economia. Para recomporem o capital, as instituições financeiras, principalmente os grandes bancos, precisarão captar recursos por meio do CDB. Para atrair aplicadores, os bancos oferecerão juros maiores.

Atualmente, os bancos estão pagando em torno de 10% ao ano para captar recursos por meio do CDB. Dependendo do prazo da aplicação, a taxa pode aumentar ou cair um pouco. De qualquer forma, os juros são infinitamente menores que o das operações de crédito. De acordo com o Banco Central, uma operação de cheque especial na instituição que cobra os menores juros tem taxa de 1,98% ao mês, ou 26,52% ao ano.

Além da elevação dos compulsórios pelo Banco Central, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou as garantias que os bancos precisam fazer para arcar com os riscos de inadimplência para vários tipos de financiamentos. Em vez de deixarem R$ 11 imobilizados para cada R$ 100 emprestados, as instituições precisarão ter R$ 16,50 de capital.

A exigência vale para os seguintes tipos de operações: crédito ao consumidor  de mais de 24 meses, empréstimo consignado (descontado em folha de pagamento) a partir de 36 meses. Para financiamentos de veículos, a nova regra será aplicada conforme o prazo do financiamento e o valor da entrada. As operações de crédito rural, imobiliário e de financiamento ou arrendamento mercantil de veículos de carga permanecem na regra antiga.

 

Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal

Governo digital