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Senado aprova indicação de Alexandre Tombini para presidência do Banco Central

por Portal Brasil publicado: 07/12/2010 18h32 última modificação: 28/07/2014 09h30
Agência Senado/José Cruz Em sabatina, ele assegurou seu compromisso com o controle da inflação e disse que a presidente eleita, Dilma Rousseff, garantiu autonomia para o BC

Em sabatina, ele assegurou seu compromisso com o controle da inflação e disse que a presidente eleita, Dilma Rousseff, garantiu autonomia para o BC

Após uma sabatina de pouco mais de três horas, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o diretor de normas do Banco Central, Alexandre Tombini, como novo presidente da autoridade monetária. Escolhido por Dilma Rousseff para o cargo, o economista declarou aos integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) ter recebido da presidente eleita a garantia de que a instituição desfrutará, na gestão dela, de plena autonomia operacional para perseguir os objetivos da política monetária. 

Ouça aqui reportagem sobre a sabatina de Alexandre Tombini no Senado:
Senado aprova indicação de Alexandre Tombini para presidência do Banco Central;Ouça

De forma mais precisa, Tombini citou o compromisso com uma meta de inflação de 4,5% para os próximos dois anos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). 

“Julgo importante ressaltar que o compromisso exigido pela presidente eleita, ao me convidar para presidir o BC, é de que essa instituição, sob a minha liderança, caso minha indicação seja aprovada por vossas excelências, persiga de forma incansável e intransigente o cumprimento da missão institucional de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda”, disse. 

Após a sabatina, a CAE aprovou a indicação de Tombini para o cargo por 22 votos favoráveis e um contrário, em votação secreta. Relatada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a mensagem com a indicação havia sido enviada ao Senado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de um acordo com a presidente eleita. Depois de aprovado pela CAE, Tombini passa também pelo exame final do Plenário do Senado.  

Funcionário de carreira do BC há 15, Tombini já atuou nas pastas da Fazenda e do Planejamento e na representação do Brasil junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). 

No início da exposição, o economista considerou sua indicação para o cargo como o reconhecimento da qualidade do corpo técnico do Banco Central e o "ápice de uma aspiração pessoal". Ele acrescentou que irá colocar sua experiência em favor do cumprimento das missões legal e institucional do BC e, em especial, da tarefa de assegurar o poder de compra da moeda. 

“A estabilidade do poder de compra de nossa moeda, o real, é uma conquista da sociedade brasileira, e sua manutenção é um desafio permanente, cuja responsabilidade recai sobre todo o governo, principalmente sobre o Banco Central”, destacou. 

Tombini salientou que taxas elevadas de inflação têm efeitos nocivos sobre toda a economia, sendo ainda mais "perversos" sobre a renda da população, em particular para os segmentos de baixa renda. Por isso, reforçou que o objetivo primordial da política monetária é manter a inflação em níveis baixos e estáveis. Mais ainda, ele disse que o BC tem que ter "credibilidade" para que a condução da política monetária alcance os objetivos definidos pelo "Conselho Monetário Nacional, o governo e a sociedade".

 

Crescimento sustentável 

Para os horizontes de planejamento das empresas e famílias, destacou Tombini, também é necessário que a inflação continue baixa e estável, no médio e longo prazo. Nesse quadro, observou, há condições para a elevação sustentável dos investimentos, da produção e dos níveis de emprego e da renda. Ou seja, a previsibilidade da inflação em nível baixo e estável é condição para o crescimento sustentável. 

“Não há exemplo de país que tenha experimentado período prolongado de crescimento com inflação alta. Pelo contrário, há evidências empíricas de que quanto mais elevada a inflação, também maior será o prejuízo para o crescimento e o nível de emprego por período prolongado”, afirmou. 

Tombini lembrou que a própria experiência da economia brasileira ajudou a "refutar o dilema" de que era impossível conciliar crescimento e estabilidade de preços. Nos últimos anos, conforme disse, a inflação foi mantida num patamar baixo e o nível de crescimento médio foi maior quando comparado com o resultado das décadas anteriores de elevada inflação.

 

Regime de metas 

O indicado afirmou que o regime de metas de inflação, política que disse ter tido a "honra de ajudar a implantar", é o instrumento mais adequado para assegurar o poder de compra da moeda.Para ele, o sucesso do regime se deve a três características: a simplicidade, a facilidade de aferição e a transparência. Como assinalou, o regime de metas tem obtido "sucesso inquestionável" para coordenar as expectativas dos agentes econômicos, permitindo absorver "choques" com menores custos para a sociedade. 

Disse ainda que a política macroeconômica baseada no controle da inflação, câmbio flutuante e austeridade fiscal tem se mostrado sólida e eficiente. Como assinalou, essa política foi testada na crise financeira de 2008 e contribuiu para que o País fosse um dos últimos a sentir os impactos. Para isso, observou, foram também importantes a qualidade e a eficiência da regulação e supervisão das instituições financeiras.

 

Agradecimentos 

Já tendo agradecido Dilma Rousseff pela escolha de seu nome para dirigir a instituição, Tombini também manifestou gratidão ao atual presidente do BC, Henrique Meirelles, e também ao presidente Lula, pela indicação para integrar a diretoria do banco em 2005.

 

Fonte:
Agência Senado

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